Leonor Beleza distinguida com o Prémio Universidade de Coimbra
23 de fev. de 2023, 12:01
— Lusa/AO Online
O anúncio foi feito pelo
reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, que elogiou Leonor
Beleza como uma “notável servidora da causa pública por mais de quatro
décadas”.O galardão – com o apoio da
Fundação Santander Portugal e o apoio do Global Media Group – vai ser
entregue em 01 de março, na sessão solene comemorativa do 733.º
aniversário da Universidade de Coimbra (UC).“É
com muito gosto que anuncio que a doutora Leonor Beleza é a vencedora
do Prémio Universidade de Coimbra 2023. Notável servidora da causa
pública por mais de quatro décadas, a nossa premiada deste ano é um
exemplo ímpar de dedicação a causas tão estimadas pela UC como a saúde, a
investigação científica e a transferência de conhecimento para a
sociedade”, disse Amílcar Falcão.Para este
responsável, a distinguida é “igualmente um modelo de empenho em prol
da inclusão e da igualdade, capaz de olhar para além da linha do
Horizonte (tão apropriadamente o tema da Semana Cultural da UC este
ano)”.“Leonor Beleza enquadra-se
justamente na lista de ilustres figuras que venceram este galardão desde
2004", afirmou o reitor, que preside ao Júri do Prémio.Para
a presidente da Fundação Santander Portugal, Inês Oom de Sousa
(vice-presidente do Júri), Leonor Beleza destaca-se por uma “carreira
invulgar” e é “um exemplo de constante superação e transversalidade,
tendo exercido cargos e desempenhando funções em todas as áreas
contempladas no Prémio: cultura, economia e gestão, ciência e inovação.
Distinguiu-se, de forma inequívoca, num dos principais fundamentos da
atribuição do prémio, o apoio ao desenvolvimento das pessoas, das
famílias, das empresas e das comunidades. São razões mais que
suficientes para receber o Prémio Universidade de Coimbra, o Diploma e a
Bolsa de Investigação Santander”.Leonor Beleza é advogada, jurista e Conselheira de Estado e nasceu no Porto, em 23 de novembro de 1948.É
licenciada em Direito e durante a sua atividade profissional exerceu
cargos públicos e privados de destaque, como secretária de Estado da
Presidência do Conselho de Ministros (1982-1983), secretária de Estado
da Segurança Social (1983-1985) e ministra da Saúde (1985-1990). Eleita
deputada do Parlamento em diversas ocasiões, foi vice-presidente da
Assembleia da República nos períodos 1991-1994 e 2002-2005. É Presidente
da Fundação Champalimaud desde a sua criação, em 2004, por desígnio do
seu fundador António de Sommer Champalimaud, recordou a UC.Instituído
em 2004, o Prémio UC, no valor de 25 mil euros (10 mil euros para o
vencedor e 15 mil euros para a atribuição de uma Bolsa de Investigação
Santander para apoiar o desenvolvimento de trabalho numa área a definir
pelo premiado), distingue anualmente uma personalidade de nacionalidade
portuguesa “de inequívoco valor percebido na sua área profissional - das
áreas da cultura, da economia e gestão e/ou ciência e inovação - que se
distinguiu no ano transato de forma inequívoca no apoio incondicional
ao desenvolvimento das pessoas, das famílias, das empresas e das
comunidades, apoiando um crescimento inclusivo e sustentável de
sociedade”.Na sua última edição, em 2022, a
Universidade de Coimbra distinguiu o secretário-geral da Organização
das Nações Unidas (ONU), António Guterres.Em 2021, o distinguido foi o cardeal, ensaísta, poeta e teólogo José Tolentino de Mendonça.O
prémio também já distinguiu a classicista Maria Helena da Rocha
Pereira, o crítico gastronómico José Quitério, o antigo reitor da
Universidade de Lisboa Sampaio da Nóvoa, o músico e compositor António
Pinho Vargas, a cientista Maria de Sousa, o químico Adélio Mendes, o
artista plástico Julião Sarmento, o musicólogo e historiador cultural
Rui Vieira Nery e o cofundador da Critical Software Gonçalo Quadros.A
coreógrafa, professora e programadora cultural Madalena Victorino, o
embaixador João de Deus Ramos, o investigador e empresário José Epifânio
da França, o matemático luso-brasileiro e membro do Fórum Internacional
de Investigadores Portugueses Marcelo Viana e o neurocientista Fernando
Lopes da Silva foram outros dos contemplados.Em
2005, a distinção foi atribuída ex aequo, a António Manuel Hespanha,
historiador e jurista, e a Luís Miguel Cintra, fundador do Teatro da
Cornucópia, ator e encenador.Em 2010, também ex aequo, foi atribuído o prémio a Almeida Faria, ensaísta e escritor, e a Pedro Costa, cineasta.O
ex-comissário europeu da Investigação, Ciência e Inovação, Carlos
Moedas, atual presidente da Câmara de Lisboa, foi distinguido em 2020.