Lavoura dos Açores beneficia de dois projetos que reforçam abastecimento de água
18 de fev. de 2020, 15:10
— Lusa/AO Online
Em
declarações à agência Lusa, à margem da assinatura dos contratos para a
construção do reservatório e da hidropressora, na freguesia das Sete
Cidades, na ilha de São Miguel, João Ponte referiu que este projeto
integra a estratégia de dotar os agricultores com melhores condições de
trabalho, fazendo-se chegar água às explorações, “preparando-se o setor
para o futuro” e “reforçando a sua competitividade”.O
titular da pasta da Agricultura declarou que na presente legislatura o
Governo dos Açores vai investir 8,5 milhões de euros em infraestruturas
do setor, como o abastecimento de água, mais 4,5 milhões de euros do que
na anterior.No caso especifico da ilha de
São Miguel, João Ponte disse que está a ser efetuado um “diagnóstico às
necessidades de água”, visando o desenvolvimento do plano de ação para a
próxima década, através da realização de investimentos para aumentar a
capacidade de reserva e “responder também às alterações climáticas”.O
executivo açoriano está ainda a desenvolver “projetos estratégicos” que
passam pela captação de água que está neste momento a correr para o
mar, exemplificando com o investimento em curso em Água de Pau, na ilha
de São Miguel, para aproveitamento da ribeira local, a par do excedente
da Lagoa das Sete Cidades, que também não é aproveitado no abastecimento
à lavoura concentrada na bacia leiteira de Ponta Delgada, onde existe
um maior número de animais e, consequentemente, maior consumo de água.João
Ponte referiu, por outro lado, que foi hoje publicada em Jornal Oficial
dos Açores uma portaria que estabelece quais as máquinas que podem
consumir gasóleo agrícola na região, as condições de inscrição no
Sistema de Abastecimento de Gasóleo à Agricultura, bem como os
‘plafonds’ a conceder em cada ano.“No
fundo, o que está em causa é garantir o acesso dos agricultores com
carrinhas de 2.500 quilos de transporte de mercadorias, que são
fechadas, muito utilizadas em áreas como a fruticultura e a
horticultura. Estas viaturas não podiam utilizar o gasóleo agrícola”,
especificou.