Lançado projeto piloto para desmaterialização de manuais escolares
19 de nov. de 2021, 11:18
— Carolina Moreira
A secretária regional da Educação, Sofia Ribeiro,
divulgou ontem o lançamento de um projeto piloto na Região com vista à
desmaterialização dos manuais escolares e que irá “muito além” da
transição de manuais em papel para formato digital. Em entrevista ao
Açoriano Oriental, Sofia Ribeiro revelou que se trata de “um processo
complexo que implica não só disponibilizarmos aos nossos alunos um
manual escolar digital ou um equipamento. Implica, em primeiro lugar,
formação para os alunos, professores e encarregados de educação, implica
também pressupostos de segurança na utilização dos equipamentos, na
navegação na net e na própria rastreabilidade dos equipamentos para
proteger contra roubos e outros tipos de perdas ou danos”, salienta.Segundo
a governante, que ontem assinou o protocolo em Ponta Delgada, o
objetivo passa por, no prazo de quatro anos, “possamos ter, numa
implementação faseada, os alunos da Região com um acesso aos manuais que
permite não só termos aprendizagens mais significativas, porque o aluno
não tem apenas acesso à informação escrita, mas sim multimédia que é
gerido na sala de aula, com equipamento próprio, com a possibilidade de
serem feitas avaliações imediatas e com feedback automático para o
professor e permitindo também outros modelos de comunicação, não apenas
entre os professores e os alunos, mas também entre os professores e os
encarregados de educação”, realça.Numa primeira fase, que esta
semana deu os primeiros passos, o projeto piloto arranca com duas turmas
de dois ciclos distintos - uma turma do 5º ano da EBI Francisco
Ferreira Drummond, na Terceira, e uma turma do 8º ano da Escola
Secundária Antero de Quental, em Ponta Delgada -, revelando Sofia
Ribeiro que o objetivo passa por, no próximo ano escolar, “já termos
todas as turmas do 5º e 6º ano da Região com os manuais
desmaterializados e assim sucessivamente até termos uma cobertura em
todos os anos de escolaridade”, adianta.“Não temos dúvida nenhuma
que este é um passo significativo que tem que ser dado nas nossas
escolas, para colocá-las noutro patamar de exigência e de atratividade
do próprio processo de aprendizagem para os alunos e, do ponto de vista
pedagógico, torna as aprendizagens mais significativas”, destaca,
ressalvando que este projeto se irá inserir no âmbito do Plano de
Recuperação e Resiliência.