Lançado programa para aumentar oferta de ensino superior
21 de jun. de 2021, 18:00
— Lusa/AO Online
O ministro da
Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, defendeu que
Portugal precisa de melhorar em indicadores como o número de adultos
trabalhadores de pequenas e médias empresas em formação ativa.Os
programas Impulso Adultos e Impulso Jovens, hoje lançados, destinam-se a
promover mais oferta de cursos das áreas de Ciência, Tecnologia,
Engenharia, Artes e Matemática e pretende-se uma ligação das
instituições de ensino superior a entidades como empresas ou autarquias.Manuel
Heitor indicou que se optou por deixar cada instituição com mais de
cinco mil alunos apresentar apenas uma candidatura e as instituições
mais pequenas reunirem-se em consórcios para candidaturas únicas.Assumiu
que “não é normal” limitar o número de candidaturas, mas defendeu que
assim será mais rápido o processo de seleção, que obrigará a “reflexão
interna muito grande” dentro de cada instituição para escolher uma
candidatura em vez de se receberem “milhares de candidaturas” que teriam
que ser depois avaliadas uma a uma.Manuel
Heitor referiu que na mais recente avaliação da comissão europeia sobre
inovação, Portugal piorou em indicadores como o número de empresas e
volume de trabalhadores em formação ativa.A dotação total para estes programas é 252 milhões de euros: 122 para os jovens e 130 para os adultos.O
ministro indicou que a negociação para todos os contratos estará pronta
até ao fim do ano ou, idealmente, até ao fim de novembro, pelo que “o
trabalho terá que ser acelerado”.A
avaliar as candidaturas estará um painel de peritos coordenado por
António Rendas, ex-presidente do Conselho de Reitores das Universidades
Portuguesas.Salientou
que os programas deverão estar de acordo com as metas de aumento de
formação superior da população, que apontam para um aumento de 50 para
60% dos jovens de 20 anos no ensino superior entre 2020 e 2030.Outra das metas a cumprir é o aumento de 37% para 50% de graduados do ensino superior entre 30 e 34 anos entre 2020 e 2030.Em
relação aos adultos em formação ao longo da vida, a meta é aumentar em
cinco vezes o número dessas pessoas, em articulação com as empresas.