Lançado concurso público para reabilitação do Monte Verde na Ribeira Grande
26 de set. de 2025, 16:42
— Lusa/AO Online
A
autarquia da costa Norte da ilha de São Miguel explica, em comunicado,
que a obra, estruturada segundo o Código dos Contratos Públicos nacional
e regional dos Açores, tem um prazo de execução de 420 dias após a
consignação e "apresenta como prioridades o reforço da qualidade de
vida, da segurança e da sustentabilidade ambiental".Para
esta fase, o município adquiriu anteriormente 30 moradias (antiga rua
da Feira), num investimento de dois milhões de euros, "o que permitiu
continuar com a requalificação da frente marítima".O
município sublinha que se trata do "primeiro passo para a concretização
de um projeto que prevê intervenções significativas nos arruamentos
entre a Travessa da Rua do Estrela e o Largo da Vila Nova".O
município destaca ainda "o impacto positivo" da empreitada na
acessibilidade, mobilidade e modernização dos espaços públicos, "fatores
decisivos para fomentar o bem-estar dos residentes e valorizar a
Ribeira Grande".O prazo para apresentação de propostas decorre até 24 de outubro.O
movimento SOS Monte Verde defendeu recentemente uma ação urgente de
combate aos focos de poluição que desaguam na Praia do Monte Verde e
medidas contraordenacionais junto das agroindústrias poluentes.Esta
exigência saiu de um debate público promovido pelo movimento, na
Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, que assinalou o primeiro
aniversário da petição SOS Monte Verde e Levada da Condessa.A
Praia do Monte Verde, localizada na cidade da Ribeira Grande, na ilha
de São Miguel, tem sido alvo de frequentes interdições, devido "a
contaminação microbiológica", sendo que o mais recente episódio ocorreu
em julho e uma zona chegou a estar interditada a banhos.Entre
as principais conclusões do debate destaca-se a necessidade de uma
“finalização urgente” das ações de limpeza e combate aos focos de
poluição dos cursos de água que desaguam na Praia do Monte Verde,
nomeadamente a Ribeira Seca, a Levada da Condessa e a Ribeira da Ribeira
Grande".Os peticionários defendem a
classificação, proteção e valorização da Levada da Condessa como
património histórico e identitário da Ribeira Grande.Defendem,
também, o reforço das medidas de fiscalização e renaturalização dos
cursos de água a montante da praia e da zona urbana da cidade e uma
avaliação dos impactos ambientais da obra da frente de mar, com especial
atenção aos fundos marinhos, às ondas e à prática dos desportos de
ondas.Na ocasião, o presidente da Câmara
da Ribeira Grande, Alexandre Gaudêncio, destacou os avanços na
modernização da rede de saneamento básico, referindo que, atualmente,
"mais de 90% da zona urbana já está ligada à rede, o que reduziu
significativamente os riscos de poluição da praia”. Reconheceu, no
entanto, a existência de situações pontuais ainda por resolver.O
autarca reafirmou o compromisso da Câmara com a valorização do local e
com a prática do surf e bodyboard, tendo revelado que foram introduzidas
"alterações ao projeto da fase 1 da frente de mar, nomeadamente o recuo
da obra na ligação entre a Travessa da Rua do Estrela e o Largo da Vila
Nova, de forma a não afetar o areal nem as ondas" e "comprometeu-se
ainda a apresentar publicamente, em breve, as alterações ao projeto".