Lajes do Pico com orçamento de 12 ME orientado para famílias e desenvolvimento económico
Hoje 16:24
— Lusa/AO Online
“O
orçamento para 2026 corporiza uma aposta da Câmara Municipal na
melhoria da qualidade de vida dos munícipes. Queremos também continuar a
apoiar as nossas empresas, que são o motor de desenvolvimento económico
do concelho e potenciam a criação de postos de trabalho”, afirmo à
agência Lusa a presidente da autarquia Ana Brum (PS).Em 2025, o município das Lajes do Pico contou com um orçamento de 9,8 milhões de euros.Segundo
Ana Brum, o orçamento para 2026 foi “aprovado, por unanimidade, em
Assembleia Municipal, com 15 votos do PS e cinco votos da coligação
PSD/CDS-PP”.Ana Brum adiantou que o
orçamento deste ano totaliza 12.125.868 euros e marca o início de um
novo mandato autárquico, assumindo como prioridades “a melhoria da
qualidade de vida da população, a coesão territorial e a
sustentabilidade financeira” do município, a “responsabilidade e o rigor
na gestão das contas públicas municipais”.De
acordo com o documento consultado pela Lusa, do total do orçamento,
6,45 milhões de euros destinam-se a despesas correntes (funcionamento),
5,55 milhões a despesas de capital (investimentos) e 121 mil euros à
amortização de empréstimos de médio e longo prazo, correspondendo a 1%
do orçamento total.“Queremos sempre que a
transparência esteja acima de tudo”, disse à Lusa a autarca, sublinhando
que a capacidade financeira do município “é muito boa”.O
investimento municipal deverá ainda ser reforçado, após a inclusão do
saldo de gerência de 2025 e a aprovação das candidaturas ao Programa
Operacional (PO) Açores 2030, “passando a representar um investimento
público municipal a rondar os 7,5 milhões de euros, para o ano de 2026”,
segundo os documentos.Ana Brum realçou
que se trata de um orçamento “orientado para as famílias, para o
incentivo à fixação dos jovens e combate ao índice de envelhecimento
populacional, para a solidariedade social e para o desenvolvimento
económico”, apostando na regeneração urbana, na "valorização do
património natural e cultural e na criação de condições para atrair
investimento e emprego".“Apostamos numa
política de coesão territorial e de proximidade às populações”,
acrescentou, assinalando que no mandato anterior foram lançados "grandes
investimentos, como o parque empresarial e a primeira incubadora de
empresas".O orçamento tem inscritos "novos projetos estruturantes" para concretizar ao longo dos próximos quatro anos, assinalou.Entre
eles figura o Centro Multiusos Municipal, o Mercado Municipal, projetos
habitacionais no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a
piscina da Fonte e o projeto da piscina da Feteira, o projeto do Centro
Intergeracional de São João, viaturas elétricas de recolha seletiva, o
novo espaço no Canil Municipal, a Casa do Cientista – Fábrica da Baleia,
parques de estacionamento, reabilitação da ponte Quinhentista, projeto
do Mercado do Queijo – São João e a Casa Rural da Ribeirinha.Estão previstas ainda intervenções na rede viária municipal e a adaptação de infraestruturas às alterações climáticas."O
Plano e Orçamento garante-nos o integral aproveitamento dos Fundos
Comunitários do PO Açores 2030, salvaguardando assim a sustentabilidade
das contas públicas municipais", realçou ainda Ana Brum.Quanto
a impostos e taxas municipais, a autarca referiu que a participação
variável do Imposto sobre o Rendimento (IRS) vai manter-se fixada nos
5%.Já o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) permanece nos 0,3% para prédios urbanos.A
taxa do IMI para prédios urbanos pode variar entre os 0,3% e os 0,45%,
cabendo aos municípios fixar o valor entre este intervalo.