Lagoa nos Açores vai ter projeto de mobilidade sustentável
14 de out. de 2019, 18:55
— Lusa/AO online
Cristina Calisto anunciou hoje um projeto de mobilidade sustentável “que
desincentivará o uso de veículos motorizados e individuais,
reequilibrando a afetação do espaço público aos diferentes modos de
deslocação, através da criação de bolsas de estacionamento e a sua
interligação regular com os serviços, comércio e equipamentos urbanos”, o
que será garantido através de um circuito municipal de transportes
públicos elétricos.
Segundo o comunicado
remetido pela Câmara Municipal, o projeto será submetido pela autarquia
ao programa de financiamento POAÇores2020.O
anúncio foi feito durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra
da construção do Passeio Marítimo da Cidade de Lagoa, que se realizou
hoje e que contou com a presença da secretária regional dos Transportes e
Obras Públicas, Ana Cunha.A governante,
citada em nota de imprensa enviada pelo executivo açoriano, salientou
que, com este investimento, a Lagoa “reforça ainda mais o contributo que
dá para o processo de desenvolvimento da região”, apontando para vários
investimentos públicos e privados no concelho da ilha de São Miguel.Para
a secretária regional, esta empreitada dá uma “expressão prática” à
aposta da autarquia em áreas fundamentais para a região, como o turismo,
o ambiente e o ordenamento do território.Para
Cristina Calisto (PS), a obra é demonstrativa “da visão estratégica de
desenvolvimento” para a Lagoa e irá “valorizar a zona costeira da
cidade, os recursos naturais e a qualidade de vida dos lagoenses, com o
acesso pedonal e uma ciclovia, que potenciará e valorizará a costa com
um espaço de lazer e de prática de vida saudável”.A
obra, que tem um plano de execução de nove meses e está orçada em cerca
de um milhão de euros, inclui a construção de uma ciclovia, em dois
troços, um mirante e um centro interpretativo, numa extensão de 1.300
metros, entre o Portinho de São Pedro e o Largo do Cruzeiro.O
projeto prevê a utilização de materiais regionais, como a criptoméria, a
pedra de basalto e espécies endémicas, “que têm durabilidade e pouca
manutenção”, informa a nota do município.