Lagoa com 2,3ME na segunda fase da obra para “virar cidade para o mar”
Hoje 10:04
— Lusa/AO Online
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal da Lagoa, Frederico Sousa, explicou que a segunda fase da intervenção pretende “fazer uma empreitada de requalificação urbana”, com o “rearranjo de toda a zona do Porto dos Carneiros” e a “criação de ciclovias e passeios”.O concurso para a empreitada de requalificação da frente marítima da Lagoa foi publicado em Jornal Oficial dos Açores, com o preço base de 2,3 milhões de euros.O autarca lembrou também que já foi lançado o concurso para a primeira fase, no valor de 3,2 milhões de euros, que incluiu a proteção da orla costeira e um “conjunto de intervenções” que vão desde o portinho de São Pedro até ao início da baía de Santa Cruz.“Com toda esta intervenção, somando as duas fases no montante de cerca de 5,5 milhões no seu todo, com prazo de execução de 18 meses cada uma, será possível termos a frente marítima toda consolidada, desde a zona de Santa Cruz até à Atalhada”, afirmou.A propósito da obra, Frederico Sousa destacou a criação de novos acessos e o funcionamento da rua do Calhau nos dois sentidos, realçando também o prolongamento do passeio marítimo da Atalhada até à Santa Cruz, com passagem pelo complexo das piscinas da Lagoa.“É uma intervenção para nós muito importante até porque, com o processo de requalificação da fábrica do álcool, toda aquela zona terá um enquadramento diferente. O Porto dos Carneiros, com a zona de restauração, será também intervencionado. O nosso objetivo é criar um passeio que ligue toda a frente urbana da cidade, desde Santa Cruz até ao início da Atalhada”, reforçou.No total, a requalificação da zona marítima da Lagoa vai custar cerca de 5,5 milhões de euros, comparticipados em 85% por fundos comunitários, sendo o restante suportado por verbas da autarquia.A obra da frente marítima integra uma estratégia que pretende “virar a cidade para o mar” e onde também se inclui a requalificação da baía de Santa Cruz, que a Câmara Municipal vai “dar continuidade no próximo ano”.“Nos próximos dois anos, esperamos, com a conclusão destas duas fases mais a obra da baía de Santa Cruz, termos uma verdadeira cidade virada para o mar e com isso captar novos investimentos, nomeadamente para a fábrica do álcool”, afirmou.Na sequência de uma parceria com o Governo dos Açores, a Ordem dos Arquitetos emitiu um relatório sobre a requalificação da antiga fábrica do álcool, na Lagoa, sugerindo a criação do Mercado da Fábrica, a criação de oficinas criativas, espaços de ‘coworking’, zonas de restauração e um pavilhão multiusos, uma proposta que satisfez a Câmara Municipal, que integrou o grupo de trabalho.