Kremlin rejeita plano de vitória de Zelensky e afirma que Kiev “precisa de acordar”
Ucrânia
16 de out. de 2024, 12:05
— Lusa/AO Online
“O
único plano de paz possível é que o regime de Kiev compreenda que a sua
política não tem perspetivas e que precisa de acordar”, disse o
porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, aos jornalistas.O
plano de Zelensky inclui uma vertente militar, prevendo-se para isso
ajuda e autorizações dos aliados ocidentais – sobretudo da União
Europeia (UE) e dos Estados Unidos – para usar armas de longo alcance
doadas para atacar alvos em solo russo.O
plano prevê também que a Ucrânia continue a fazer avanços no terreno
contra as forças russas, o que lhe daria argumentos para obrigar a
Rússia a sentar-se à mesa das negociações, nomeadamente numa cimeira de
paz.Na intervenção no parlamento
ucraniano, Zelensky rejeitou a possibilidade de ceder território à
Rússia ou aceitar um “congelamento” na linha da frente, sublinhando que
Moscovo vai perder a guerra iniciada em fevereiro de 2022.“A
Rússia vai perder a guerra contra a Ucrânia. Não pode haver um
'congelamento' [da frente]. Não pode haver qualquer troca relativamente
ao território da Ucrânia ou à sua soberania”, defendeu.A
Ucrânia e os seus aliados devem “forçar a Rússia a participar numa
cimeira de paz e estar pronta para acabar com a guerra”, afirmou ainda o
Presidente ucraniano, sublinhando que o plano de vitória foi preparado
“para os ucranianos”.Ainda no parlamento,
Zelensky propôs a instalação na Ucrânia de um conjunto completo de
medidas estratégicas de dissuasão não nucleares que, segundo defendeu,
“serão suficientes para proteger a Ucrânia de qualquer ameaça militar da
Rússia”.Na intervenção, Zelensky
denunciou ainda o apoio da China, da Coreia do Norte e do Irão ao
esforço de guerra da Rússia, classificando o grupo como “uma coligação
de criminosos”, liderada pelo Presidente russo, Vladimir Putin.“Todos
veem a ajuda que o regime iraniano dá a Putin. O mesmo se aplica à
cooperação da China com a Rússia”, referiu, acrescentando que a “última
aquisição” foi a Coreia do Norte.Outra
vertente do plano, mais encaminhada, é a adesão da Ucrânia à UE,
indicaram esta semana funcionários europeus, que realçam os progressos
ucranianos nas reformas exigidas para entrada no bloco comunitário e que
servem de inspiração a outros países candidatos dos Balcãs Ocidentais,
que iniciaram o processo há vários anos.