Kremlin rejeita plano chinês e não vê fim da guerra por agora
Ucrânia
27 de fev. de 2023, 10:01
— Lusa/AO Online
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"Qualquer esforço que ajude a trazer este conflito para um caminho
pacífico merece atenção. Nós consideramos o plano dos nossos amigos
chineses com muita atenção (…). É um longo processo. No momento, não
vemos as premissas para que esta questão possa tomar um caminho
pacífico", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, em declarações à
imprensa."A operação militar especial (na Ucrânia) vai continuar", acrescentou Peskov.Na
sexta-feira, quando se assinalou um ano após o início da ofensiva russa
na Ucrânia, Pequim publicou um documento de 12 pontos a apelar para que
Moscovo e Kiev estabeleçam negociações de paz.Embora
a China procure impôr-se como mediadora neste conflito, a sua posição
de aliada da Rússia desqualifica-a aos olhos dos países ocidentais, que
apoiam a Ucrânia.Moscovo e Kiev não
demonstraram ainda uma vontade forte de iniciar negociações de paz nesta
fase, reagindo com cautela à proposta da China.O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, considerou necessário trabalhar com Pequim para alcançar a resolução do conflito. Zelensky também disse que planeia se encontrar em breve com o seu homólogo chinês, Xi Jinping.A
diplomacia russa declarou também que apreciava os esforços chineses, ao
mesmo tempo que insistiu na necessidade do reconhecimento da anexação
de quatro regiões ucranianas pela Rússia.