Kim garante a Xi Jinping vontade “inabalável” de desenvolver relações bilaterais
5 de set. de 2025, 17:33
— Lusa/AO Online
De
acordo com a agência de notícias KCNA, o dirigente norte-coreano
declarou que “os sentimentos de amizade entre a República Popular
Democrática da Coreia e a China não mudarão, aconteça o que acontecer no
cenário internacional”.“A vontade do
Partido dos Trabalhadores da Coreia [partido único] e do Governo da RPDC
[sigla oficial da Coreia do Norte] de desenvolver continuamente as
relações com a China é inabalável”, afirmou Kim, durante o encontro
bilateral realizado em Pequim, na quinta-feira.No dia anterior, o líder norte-coreano reuniu-se, também na capital chinesa, com o Presidente russo, Vladimir Putin.Horas
antes, Kim participou, ao lado de Xi e Putin, no desfile militar
realizado na Praça Tiananmen, em Pequim, por ocasião do 80.º aniversário
do fim da Segunda Guerra Mundial no Pacífico – um gesto simbólico que
gerou críticas do Ocidente.O Presidente
norte-americano, Donald Trump, acusou os três líderes de “conspirarem
contra os Estados Unidos”, enquanto a chefe da diplomacia da União
Europeia, Kaja Kallas, classificou o encontro como um “desafio direto” à
ordem internacional.Ainda segundo a KCNA,
Kim garantiu que Pyongyang continuará a apoiar “invariavelmente” os
esforços da China para defender a sua soberania, integridade territorial
e interesses nacionais.Xi Jinping
reafirmou que a vontade da China de aprofundar os laços com a Coreia do
Norte “permanecerá inalterada, independentemente das mudanças no cenário
global”.“A amizade entre os povos da
Coreia do Norte e da China permanece constante, independentemente das
mudanças no mundo”, declarou Kim, elogiando ainda o “acolhimento
caloroso” recebido em Pequim, de acordo com imagens divulgadas pela
televisão estatal chinesa CCTV.A reunião
entre Kim e Xi foi a primeira desde 2019. Os dois países mantêm relações
estreitas desde a Guerra da Coreia (1950-1953), na qual Pequim apoiou
militarmente Pyongyang.Apesar do apoio
político, diplomático e económico da China ser crucial para o regime da
Coreia do Norte, o crescente alinhamento de Kim com Moscovo, no contexto
da guerra na Ucrânia, é visto com reservas por analistas chineses.Kim
chegou a Pequim na terça-feira, acompanhado pela filha, Kim Ju-ae, e
pela irmã, Kim Yo-jong. Esta foi a sua segunda viagem ao estrangeiro em
seis anos e a primeira à China desde 2019.O comboio blindado do líder norte-coreano foi visto a abandonar Pequim na noite de quinta-feira.