Kiev pede mísseis Patriot a 40 países aliados para fazer face aos ataques russos
Ucrânia
Hoje 15:34
— Lusa/AO Online
“A proteção do
espaço aéreo ucraniano, das infraestruturas críticas e da vida do nosso
povo depende agora diretamente da rapidez com que os nossos parceiros
agirem”, sublinhou Mykhailo Fedorov numa nota publicada nas redes
sociais.Fedorov destacou o vasto arsenal
utilizado pelas Forças Armadas russas durante os ataques desta
madrugada, quase 500 drones e 77 mísseis, bem como a eficácia da defesa
aérea ucraniana para repelir a ofensiva.O
ataque russo à capital ucraniana, Kiev, foi um dos mais mortíferos desde
o início da guerra e provocou a morte de pelo menos 25 pessoas e deixou
cerca de 90 feridos, segundo o último balanço divulgado pelo
responsável pela Administração Militar de Kiev, Timur Tkachenko.O
ministro da Defesa ucraniano explicou que derrubar mísseis balísticos
“continua a ser um desafio crucial devido à escassez de projéteis para
os sistemas Patriot” e sublinhou que as capacidades defensivas, apesar
dos acordos de defesa celebrados para reforçar o arsenal do país,
continuam a ser insuficientes.“A Ucrânia
precisa urgentemente de mísseis adicionais para os seus sistemas
Patriot. Estes encontram-se nos armazéns dos seus parceiros”, sublinhou
Fedorov.O ministro da Defesa apontou tanto
esta via como a Lista de Requisitos Prioritários da Ucrânia (PURL), a
iniciativa da NATO para que os países europeus adquiram armamento
norte-americano para o entregar à Ucrânia, como as “vias mais rápidas e
fiáveis” para obter estes mísseis.Em troca, Kiev compromete-se a devolver todo o armamento em futuros acordos comerciais.Além
disso, instou os parceiros da Ucrânia a tomarem uma decisão sobre o
assunto nas vésperas da próxima cimeira da NATO, que terá lugar na
próxima semana em Ancara, na Turquia, uma posição reiterada pelo
Presidente, Volodymyr Zelensky.“A questão
da defesa antiaérea e antimísseis deve figurar entre os principais
resultados esperados. Desde que, claro, a NATO ainda tenha alguma
importância para os aliados”, afirmou Zelensky no seu discurso diário
transmitido nas redes sociais.A Ucrânia
aguarda uma resposta ao pedido de licença que submeteu aos Estados
Unidos para poder fabricar mísseis Patriot e reforçar a sua defesa.O
envio destes mísseis tem sido assegurado pelos aliados europeus de
Kiev, que os compram a Washington, uma vez que depois do regresso do
Presidente norte-americano, Donald Trump, à Casa Branca, os Estados
Unidos deixaram de doar este armamento à Ucrânia.O
Ministério da Defesa russo alegou que os ataques conduzidos esta
madrugada contra Kiev tinham como objetivo fábricas de mísseis e
armazéns de drones situados na capital ucraniana.O
comunicado russo sobre o ataque foi muito mais detalhado do que o
habitual e apresentou uma longa lista de alvos da indústria militar
ucraniana supostamente atingidos, incluindo a fábrica de componentes
radioeletrónicos para mísseis Radioniks, a fábrica de montagem de drones
ATLON AVIA, duas fábricas de sistemas e peças para tanques e drones de
espionagem e uma fábrica de montagem da empresa de aviação Antonov, que
produz drones.Além disso, Moscovo afirmou
ter atingido também depósitos de combustível do Exército ucraniano e
estações de bombagem de gás que abastecem empresas de defesa ucranianas.O
ataque também foi descrito como "uma resposta aos ataques terroristas
do regime de Kiev contra infraestruturas civis na Rússia", palco de
ataques com drones contra refinarias e centros de comunicações nos
últimos dias, de acordo com um comunicado publicado nas redes sociais.