Kiev diz que precisa de “centenas de tanques” para combater agressão russa
Ucrânia
23 de jan. de 2023, 12:15
— Lusa/AO Online
Numa mensagem divulgada
na conta pessoal na rede social Telegram, Yermak acrescentou que só com
mais tanques e material bélico é que será possível pôr cobro à ocupação
russa da Crimeia e que o “inimigo pague pelos crimes”.“É
por isso que cada tanque capaz de combater deve estar na frente [de
combate], porque esta não é apenas a frente ucraniana, mas sim a frente
da civilização contra a barbárie”, acrescentou, salientando que o
objetivo comum da democracia é “garantir um desenvolvimento estável”.“O
nosso objetivo comum é lutar contra a autocracia para garantir um
desenvolvimento estável e uma ordem mundial. Sem uma vitória ucraniana
nada disto será possível”, concluiu Yermak.Em
causa está o envio de tanques 'Leopard' 2 para apoiar o exército
ucraniano, pretensão que tem sido negada pela Alemanha e que levou hoje o
Kremlin a denunciar o "nervosismo" por parte da NATO e aliados,
referindo-se à falta de acordo na reunião de sexta-feira passada do
Grupo de Contacto para a Defesa da Ucrânia."Todos
estes malabarismos jurídicos que vemos, a troca de declarações entre as
capitais europeias...Vemos como algumas capitais europeias, incluindo
Varsóvia, ameaçam isolar Berlim internacionalmente. Tudo isto mostra
como cresce, o nervosismo entre os membros da Aliança Atlântica", disse o
porta-voz do Kremlin.Dmitri Peskov
referiu-se diretamente às declarações do vice-ministro dos Negócios
Estrangeiros polaco, Arkadusz Mularczyk, que, em declarações à agência
noticiosa ucraniana UNIAN, que a Alemanha, “ao negar-se a enviar os
tanques (Leopard 2) cai no isolamento internacional". Domingo,
o novo ministro alemão da Defesa, Boris Pistorius, recordou que a
decisão sobre o envio para a Ucrânia dos blindados é da competência de
Scholz.Pistorius acrescentou que espera o
envio "para breve" dos veículos militares de fabrico alemão, sem se
referir a um prazo concreto."Estamos num
processo de decisão e temos de esperar", disse Pistorius à televisão
pública alemã ARD, frisando que a questão da competência é de Scholz. Peskov
colocando-se contra a ajuda militar internacional à Ucrânia afirmou que
"todos os países, que de um modo ou outro participam no envio de
armamento e no aumento do nível tecnológico das forças ucranianas, vão
ser responsabilizados". "O mais importante
é que quem vai ter de pagar por todas estas ações, por esta
pseudo-ajuda, vai ser o povo ucraniano", afirmou Peskov.