Kiev admite morte de 9 mil soldados e União Europeia planeia missão de treino
Guerra Ucrânia
23 de ago. de 2022, 09:25
— Lusa/AO Online
O presidente russo, Vladimir Putin, denunciou,
por sua vez, um "crime desprezível", após a morte da filha do ideólogo
Alexander Dugin que apoiava a ofensiva na Ucrânia, morta pela explosão
do seu carro perto de Moscovo. As autoridades russas acusam Kiev, que
nega e evoca confrontos internos nos serviços russos.Falando
hoje num fórum em Kiev, o comandante-chefe do exército ucraniano,
Valery Zaluzhny, considerou que as crianças ucranianas precisavam de uma
atenção especial porque os seus pais tinham ido para a frente de
combate e "estavam provavelmente entre os quase 9.000 heróis que foram
mortos".Esta é uma das poucas declarações
de oficiais ucranianos sobre as suas perdas militares na guerra,
iniciada em 24 de fevereiro por Moscovo e que deixou a Ucrânia num
estado de destruição.A estimativa anterior
foi feita em meados de abril, quando o presidente ucraniano, Volodymyr
Zelensky, disse que 3.000 militares ucranianos tinham sido mortos e
cerca de 10.000 feridos. Hoje, Zelensky
afirmou, no seu discurso diário, que "o número total de diferentes
mísseis de cruzeiro que a Rússia lançou no território ucraniano é de
quase 3.500" e que "é impossível contar os bombardeamentos de artilharia
russa, porque são demasiado intensos”. Entretanto,
enquanto muitos países europeus fornecem equipamento militar à Ucrânia,
a União Europeia (UE) está a considerar organizar uma missão de
"formação e assistência" ao exército ucraniano nos países vizinhos,
disse hoje o chefe diplomático da EU, Josep Borrell.A proposta será discutida na próxima semana em Praga, no Conselho de Ministros da Defesa da UE. "Uma
guerra que está a decorrer e parece provável que continue requer um
esforço não só em termos de fornecimento de equipamento, mas também de
treino e assistência na organização do exército", comentou, numa
conferência de imprensa em Espanha.A
guerra provocou 12 milhões de refugiados e de deslocados internos,
segundo a ONU. A generalidade da comunidade internacional condenou a
Rússia pela invasão da Ucrânia.A União
Europeia e países como os Estados Unidos, o Reino Unido ou o Japão têm
decretado sucessivos pacotes de sanções contra interesses russos e
fornecido armas à Ucrânia.