Jurista Carlos Moreira é o novo diretor da cadeia de Vale de Judeus
20 de set. de 2024, 11:14
— Lusa/AO Online
O Ministério da Justiça anunciou que Carlos Moreira, licenciado em Direito e mestre em Direito e
Segurança, foi nomeado pela secretária de Estado Adjunta e da Justiça e
inicia funções a 23 de setembro, transitando da direção do
Estabelecimento Prisional da Carregueira, Sintra.Fonte
do Ministério da Justiça disse à agência Lusa que sobe a diretora da
Carregueira a atual sub-diretora, Joana Rodrigues, e que o despacho de
nomeação “está pronto" e “que será publicado para a semana”.Segundo a mesma fonte, Joana Rodrigues “vai manter a linha de funcionamento e de estabilidade” da cadeia da Carregueira.Uma
nota do Ministério da Justiça sobre a nomeação de Carlos Moreira refere
que desempenhava as funções de diretor da Carregueira desde 2022, “tem
larga experiência na direção de estabelecimentos prisionais” e é “um
jurista experiente na gestão e liderança de estabelecimentos
prisionais”. O Ministério indica que a
secretária de Estado Adjunta e da Justiça, Maria Clara Figueiredo, deu
acolhimento nesta nomeação aos fundamentos contidos na proposta da
diretora-geral de Reinserção e Serviços Prisionais, em substituição após
a demissão do cargo de Rui Abrunhosa Gonçalves, na sequência da fuga
dos reclusos de Vale de Judeus.Antes das funções na Carregueira, Carlos Moreira dirigiu o Estabelecimento Prisional (EP) do Linhó, Pinheiro da Cruz e Olhão. Carlos
Moreira desempenhou ainda funções na Direção-Geral de Reinserção e
Serviços Prisionais (DGRSP) e de jurista nos EP de Caixas e Linhó, sendo
esta nomeação por um período de três anos, renováveis, até ao máximo de
três.O novo diretor da prisão de Vale de
Judeus, que entre 2000 e 2003 desempenhou as funções de guarda prisional
nas cadeias de Alcoentre e de Torres Novas, licenciou-se em Direito na
Faculdade de Direito da Universidade Autónoma de Lisboa no ano letivo de
2007/2008, tirou uma pós-graduação em Direito e Segurança na Faculdade
de Direito da Universidade Nova de Lisboa em 2011e outra em Gestão
Pública no ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da
Empresa) em 2020.É também mestre em Direito e Segurança pela Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa desde 2016.Cinco
reclusos fugiram a 07 de setembro do Estabelecimento Prisional de Vale
de Judeus, em Alcoentre, no concelho de Azambuja, distrito de Lisboa. A
ministra da Justiça só falou publicamente da fuga três dias depois para
afirmar que resultou “de uma cadeia sucessiva de erros e falhas muito
graves, grosseiras e inaceitáveis”.Com
base no relatório da auditoria à atuação dos serviços de vigilância e
segurança, que foi elaborado pela Divisão de Serviços de Segurança da
Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, Rita Alarcão Júdice
explicou que a fuga dos reclusos “demorou seis minutos” e só foi
detetada cerca de uma hora depois.Os
evadidos são dois cidadãos portugueses, Fernando Ribeiro Ferreira e
Fábio Fernandes Santos Loureiro, um cidadão da Geórgia, Shergili
Farjiani, um da Argentina, Rodolf José Lohrmann, e um do Reino Unido,
Mark Cameron Roscaleer, com idades entre os 33 e os 61 anos.Foram
condenados a penas entre os sete e os 25 anos de prisão, por vários
crimes, entre os quais tráfico de droga, associação criminosa, roubo,
sequestro e branqueamento de capitais.