Juntas de freguesia com verbas quase a duplicar em 2025
17 de set. de 2024, 16:36
— Lusa/AO Online
José
Leal referiu que a delegação da ANAFRE “saiu satisfeita com o que foi
falado com o presidente do Governo dos Açores” e “otimista em relação ao
futuro” porque “há realmente, face ao que se passou nos últimos anos,
uma preocupação forte do poder regional com as autarquias, com o poder
local e as juntas de freguesia”.José Leal
falava aos jornalistas no Palácio de Sant’Ana, em Ponta Delgada, no
segundo e último dia de audições do presidente do Governo dos Açores
sobre as antepropostas de Plano e Orçamento para 2025.“É
com muito agrado que vemos que há quase uma duplicação das verbas para
as juntas de freguesia, o que vem colmatar a tendência que havia de
descentralizar competências sem o devido envelope financeiro, o que já
não se passa”, referiu o responsável.Está
inscrito no Plano e Orçamento de 2025 uma transferência de quatro
milhões de euros do fundo regional de apoio às freguesias, acrescidos de
mais um milhão ao abrigo do programa Ecofreguesias, num “tempo de
constrangimentos em que se calhar há uma diminuição de verbas para a
região da República”, segundo José Leal.O
presidente de Junta de Freguesia de São Pedro, em Ponta Delgada, afirmou
que “há também uma preocupação” em termos de formação técnica dos
quadros das autarquias face ao novo regime de cooperação financeira e
técnica.Os presidentes de junta
manifestaram, entretanto, ao presidente do Governo dos Açores a sua
“preocupação com uma nova Lei de Finanças Locais” que permita aceder a
fundos comunitários e distinga os Açores e a Madeira pela sua realidade
geográfica distinta e suas especificidades.“Deixamos
um apelo ao presidente do Governo dos Açores, e apelamos desde já a
todos aqueles que nos representam nos vários órgãos constitucionais da
República para que se faça a revisão da Lei de Finanças Locais”, afirmou
o autarca.O autarca referiu que todas
estas questões “trazem perspetivas ótimas”, apelando aos presidentes de
junta que “façam bons planos porque agora há margem de manobra para se
ter bastante apoio” e ter um “papel eficaz em prol das comunidades que
se representa”.