Julgamento de Trump por alegada violação arranca em Nova Iorque
26 de abr. de 2023, 08:43
— Lusa/AO Online
Na
declaração inicial, o advogado de Carroll disse que a alegada violação,
no início de 1996, na sequência de um encontro casual nos armazéns
Bergdorf Goodman, “mudou para sempre” a vida da jornalista.“Cheia
de medo e vergonha, manteve-se em silêncio por décadas. Eventualmente,
porém, o silêncio tornou-se impossível”, disse Shawn Crowley.Depois
de a jornalista ter mencionado o incidente num livro de memórias,
publicado em 2019, o então Presidente “usou a plataforma mais poderosa
da Terra para mentir sobre o que havia feito, atacar a integridade de
Carroll e insultar a sua aparência”, acrescentou Crowley.Donald
Trump, que não estava no tribunal, mas não descartou testemunhar, tem
acusado Carroll inventar a alegação de violação para aumentar as vendas
do livro.O advogado de Trump, Joe
Tacopina, disse aos jurados que a história de Carroll era extremamente
implausível e carente de evidências.Tacopina
acusou Carroll de “abusar do sistema por dinheiro, por razões políticas
e pelo estatuto”, instando os jurados de Nova Iorque, uma cidade onde
os democratas são tradicionalmente mais fortes, a deixarem de lado
qualquer animosidade que possam ter em relação a Trump.“Podem
odiar Donald Trump. Mas há um tempo e um lugar para isso. Chama-se urna
eleitoral. Não está aqui, num tribunal”, disse Tacopina, ao painel de
seis homens e três mulheres. “Ninguém está acima da lei, mas ninguém
está abaixo dela,” acrescentou.O processo
civil foi movido contra Trump, em novembro, por Carroll. O júri vai
decidir se a violação ocorreu e se o ex-Presidente norte-americano
difamou a jornalista.Em 30 de março, Trump
foi também formalmente acusado de 34 crimes num caso de pagamento de
130 mil dólares (cerca de 118.500 euros) em subornos à estrela de filmes
pornográficos Stormy Daniels.