Juiz já iniciou identificação dos arguidos da ‘Operação Miríade’
9 de nov. de 2021, 18:06
— Lusa/AO Online
Segundo
fonte do tribunal, o processo está neste momento na fase de
identificação dos arguidos, que conta com mais um elemento em relação
aos 10 mandados de detenção executados inicialmente pela PJ.Paralelamente, um dos arguidos já terá demonstrado vontade de prestar declarações perante o juiz de instrução.Entre
os detidos pela PJ encontra-se um elemento da PSP que foi detido pela
Polícia Judiciária por suspeitas de tráfico de diamantes e ouro em
missões militares portuguesas, disse à agência Lusa fonte da Polícia de
Segurança Pública. Segundo a mesma fonte, o polícia, que já esteve nas Forças Armadas, estava ao serviço do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP.Também
a Guarda Nacional Republicana avançou que a PJ deteve um
guarda-provisório em formação, desde junho de 2021, no curso de formação
de guardas em Portalegre, o qual ingressou na formação proveniente das
Forças Armadas.Em causa está a
investigação a uma rede criminosa com ligações internacionais e que “se
dedica a obter proveitos ilícitos através de contrabando de diamantes e
ouro, tráfico de estupefacientes, contrafação e passagem de moeda falsa,
acessos ilegítimos e burlas informáticas”, com vista ao branqueamento
de capitais.No mesmo dia, em comunicado, o
Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) revelou que alguns
militares portugueses em missões na República Centro-Africana podem ter
sido utilizados como "correios no tráfego de diamantes, ouro e
estupefacientes", adiantando que o caso foi reportado em 2019.Segundo
o EMGFA, "o que está em causa de momento é a possibilidade de alguns
militares que participaram nas FND [Força Nacional Destacada], na RCA,
terem sido utilizados como correios no tráfego de diamantes, ouro e
estupefacientes" e que "estes produtos foram alegadamente transportados
nas aeronaves de regresso das FND a território nacional".