Juiz considera que prescreveu crime de corrupção de Sócrates e Salgado
Operação Marquês
9 de abr. de 2021, 17:03
— Lusa/AO Online
Na sessão de leitura da decisão instrutória da Operação Marquês que
está a decorrer hoje à tarde no Campus da Justiça, em Lisboa, o juiz
afirmou que prescreveram o crime de corrupção passiva imputado a José
Sócrates relacionando com atos de interesse de Ricardo Salgado em
relação à PT e ao GES (Grupo Espírito de Santo).“Não se mostra indiciada qualquer intervenção do primeiro ministro José Sócrates quanto à OPA da PT”, afirmou Ivo Rosa.O juiz disse também que não há qualquer intervenção de Sócrates em favorecer Salgado na OPA da SONAE sobre a PT.O
juiz de instrução considerou ainda não ser possível concluir que José
Sócrates manteve contactos com as autoridades brasileiras e com o antigo
Presidente do Brasil Lula da Silva para beneficiar Salgado no negócio
da PT relativo à operadora Oi.O
ex-primeiro-ministro José Sócrates e os outros 27 arguidos da Operação
Marquês sabem hoje se vão a julgamento e por que crimes serão
pronunciados.Além de Sócrates, no processo
estão também outras figuras públicas, como o ex-presidente do BES
Ricardo Salgado, o antigo ministro socialista e ex-administrador da
Caixa Geral de Depósitos Armando Vara, os ex-líderes da PT Zeinal Bava e
Henrique Granadeiro, o empresário Helder Bataglia e Carlos Santos
Silva, alegado testa-de-ferro do ex-primeiro-ministro e seu amigo de
longa data.No processo estão em causa 189 crimes económico-financeiros.A
fase de instrução começou em 28 de janeiro de 2019, sob a direção do
juiz Ivo Rosa, cuja leitura da decisão está hoje a decorrer, sendo esta
passível de recurso, caso os arguidos não sejam pronunciados nos exatos
termos da acusação.