Judo português com ambição de repetir presença nas medalhas
Paris2024
26 de jul. de 2024, 10:55
— Lusa/AO Online
“A expectativa
é estar no pódio. Estou a trabalhar para isso”, começou por expressar
Jorge Fonseca, acrescentando: “Tenho o objetivo de ser campeão olímpico.
Eu tenho trabalhado todos os dias, mesmo com lesões, para estar bem e
chegar aos Jogos bem”.No aeroporto
Humberto Delgado, em Lisboa, o judoca do Sporting (-100kg) considerou
que os 31 anos lhe trouxeram mais experiência e, consequentemente, maior
cautela para não ir para o ‘tatami’ com ganância, mas quer uma segunda
medalha para o país.“É especial. Vim de
São Tomé e Príncipe com 12 anos e estar a representar Portugal é algo
difícil de descrever. Tenho o sonho de dar grandes alegrias a este
país”, salientou.Também Bárbara Timo, de
33 anos, é uma judoca que sabe o que é vencer em grandes palcos, mas
falta-lhe ainda uma medalha olímpica, após ter sido vice-campeã mundial
em 2019, nos -70kg, e terceira classificada em 2022, já na presente
categoria de -63kg.“Espero estar na melhor
forma possível. Eu estou a trabalhar muito para isso e estou a procurar
viver o momento. Já consegui grandes feitos e quero ter outra
oportunidade de conquistar mais”, apontou, realçando que está calma,
sinal de que está preparada.O facto de o
judo ser um dos desportos com mais esperanças de conquistas por parte
dos portugueses “não gera expectativas”, mas considerou que existe “um
sentimento coletivo de confiança” na comitiva, em que todos acreditam no
triunfo uns dos outros.“Mudei de
categoria, houve uma mudança de peso. No início, foi um desafio quase de
auto-conhecimento. Para qualificar, é preciso estar entre as 18
melhores do ranking. Não é só fazer um bom resultado, é manter a
consistência. Fisicamente e mentalmente foi desgastante, mas tive três
meses de preparação para fazer algo planeado, com mais calma e
estratégia. Este ciclo foi muito duro, mas agora sinto-me bem”, disse a
judoca.Rochele Nunes (+78kg) considera-se a
mais otimista de todos os 73 desportistas lusos que vão estar no evento
e, como tal, espera melhorar a nona posição de Tóquio2020.“Para
um atleta de alto rendimento, temos de saber lidar com a pressão.
Quanto mais queremos ganhar, mais cobrança temos. Essa pressão é sinal
de que confiam no nosso trabalho. Gosto de chegar lá sendo uma das
favoritas e isso deixa-me confiante”, disse.Por
outro lado, Patrícia Sampaio contou que procurou realizar uma
preparação sem se basear em expectativas ou objetivos, fazendo um
balanço satisfatório do ciclo olímpico que agora culmina, o que também a
deixa mais confiante em melhorar a nona posição.“Tive
muito mais lesões no ciclo anterior. Agora, consegui preparar-me muito
melhor. Para Tóquio2020, estive muito tempo sem fazer judo e apurei-me
‘à última’. Agora foi melhor e isso dá-me mais confiança. Sou agora uma
atleta mais madura e a saber lidar muito melhor com as situações. Seja
qual for o desfecho, sei que estou preparada para lidar com isso neste
momento”, sublinhou a judoca, com 25 anos e da categoria -78kg.Estreantes
absolutos em Jogos Olímpicos, Taís Pina (-70kg) e João Fernando (-81kg)
qualificaram-se perto do fim do fecho da fase de apuramento, o que
provocou uma “montanha-russa de emoções” à jovem judoca, de 19 anos, a
querer dar o seu melhor.“Quero pensar
sempre combate a combate, sem pressas. Quero chegar o mais longe
possível e dar o meu melhor”, afirmou, ao passo que João Fernando foi
ambicioso: “Garantir um quadro de honra seria um resultado que me ia
deixar satisfeito. Eu já competi com os meus adversários e vou sempre
com o sonho e objetivo de medalhar”.As provas de judo têm lugar entre sábado e 03 de agosto, na Arena de Champ de Mars.