JPP defende revisão do modelo de transporte marítimo para melhorar comércio nas ilhas
Legislativas
12 de mai. de 2025, 10:21
— Nuno Martins Neves
Ao Açoriano Oriental, Carlos Furtado defendeu a
revisão do modelo de transporte marítimo de mercadorias, por este não
servir a economia, principalmente nas ilhas mais pequenas.“Ter uma
atividade económica nesta região já é complicado, pois fruto de termos
um IVA mais baixo do que no continente, nós pagamos uma taxa mais alta
(23%), para vender a uma taxa inferior (16%). Isso obriga a um esforço
de tesouraria enorme, que se agrava quando as mercadorias ficam retidas
no continente por falta de capacidade de transporte das transportadoras
marítimas”, afirmou.Para este problema, o candidato do JPP/Açores
considerou que o modelo que existe não é favorável, “pois assenta na
livre concorrência entre operadores e isso não tem trazido benefícios. É
essencial trazer um programa de apoio ao transporte marítimo, mas que
também responsabilize os players”.Da visita à queijaria O Morro, uma
empresa familiar gerida “de forma profissional”, Carlos Furtado realçou
a importância do setor leiteiro, apelando a uma maior atenção por parte
da República.“A Assembleia da República tem de perceber a
importância da agricultura para o país, em particular para os Açores,
pois são a zona do país onde a atividade do setor primária tem mais
expressão. É preciso criar músculo naquilo que é o lobby da agricultura.
E ninguém se tem preocupado com isso nos partidos do sistema.”O
candidato do JPP/A questionou ainda a situação da CALF - Cooperativa
Agrícola de Lactícinios do Faial. “A CALF tem problemas muito graves e
um deles foi ter sido apoiada pela administração pública regional, sem
se saber da sustentabilidade do modelo de negócio”.