JPP classifica proposta do PSD/Madeira para alterar Lei Eleitoral de “perigoso retrocesso”
15 de set. de 2024, 19:35
— Lusa/AO Online
“Querem retomar os 11
círculos eleitorais concelhios alimentando o sonho do regresso às
maiorias de governo, uma estratégia calculada para a perpetuação do clã
de Albuquerque no poder”, afirma o secretário-geral do Juntos Pelo Povo,
Élvio Sousa, em comunicado. O também
líder do grupo parlamentar do JPP considera que o presidente do
PSD/Madeira e chefe do executivo regional, Miguel Albuquerque, se
prepara para “dar um novo golpe de secretaria com a alteração da Lei
Eleitoral para a Assembleia Legislativa da Madeira”. “Este
perigoso retrocesso eleitoral, quando o país discute uma maior
representatividade popular no parlamento e os Açores mantêm os círculos
de ilha, tem de ser desmascarado à nascença, antes que a propaganda
informativa ao serviço dos Donos Disto Tudo reproduza a tese, sem
contraditório”, alerta. Élvio Sousa
sustenta que Miguel Albuquerque e os seus “tribais seguidores” querem
“reduzir a presença de mais partidos na Assembleia”.No
comunicado, o líder do JPP desafia os restantes partidos com assento no
parlamento regional – PS, Chega, CDS-PP, IL e PAN – a tomarem uma
posição sobre a proposta social-democrata de alteração da Lei Eleitoral,
manifestando estranheza por permanecerem em silêncio perante uma
“sentença de morte à representatividade parlamentar”.Na
sexta-feira, Miguel Albuquerque anunciou que PSD/Madeira vai apresentar
uma proposta de alteração da Lei Eleitoral para a Assembleia
Legislativa Regional que visa criar 13 círculos na região autónoma.O
governante insular explicou que o objetivo é substituir o atual círculo
eleitoral único por 11 círculos – um por cada concelho do arquipélago –
para eleição de 47 deputados, criar também um círculo de compensação
para cinco deputados e ainda um círculo pela emigração com dois
deputados.O parlamento regional é
constituído desde 2006 por 47 deputados, sendo atualmente 19 do PSD, 11
do PS, nove do JPP, quatro do Chega, dois do CDS-PP, um da IL e um do
PAN, mas com base na proposta social-democrata passaria para 54. Na
sequência das eleições antecipadas de 26 de maio, o PSD e fez um acordo
de incidência parlamentar com o CDS. Os dois partidos somam 21 assentos
na Assembleia Legislativa, aquém dos 24 necessários à maioria absoluta.Os
sociais-democratas formaram, no entanto, um governo minoritário, o
primeiro na história da autonomia, presidido por Miguel Albuquerque, que
chefia o executivo madeirense desde 2015.