JPP admite usar meios judiciais para pressionar abertura do hospital de Ponta Delgada
24 de out. de 2024, 09:48
— Lusa/AO Online
Em
declarações à agência Lusa, o líder do JPP nos Açores adiantou que o
partido vai avançar com todas as “ações necessárias” para reabrir o
Hospital Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, que sofreu um
incêndio a 04 de maio, caso o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) não o
faça nos “próximos dias”.“O JPP já está a
equacionar seriamente a possibilidade, junto do gabinete jurídico que
nos presta assistência, de mover as ações necessárias, incluindo as
judiciais, para pressionar o governo a resolver esta situação”, disse
Carlos Furtado.Por outro lado, o
responsável pelo JPP/Açores desafiou a secretária da Saúde, Mónica
Seidi, a apresentar um “relatório pormenorizado de todas as ações que
foram feitas na reabilitação do HDES após o incêndio” e de “todas
aquelas que ainda faltam fazer” e que, no “entendimento da tutela,
condicionam a reabertura do hospital”.“O
HDES só não abre porque não querem, porque há condições para a
reabertura. Todas as situações graves que existiam na recuperação do
edifício foram resolvidas, com a exceção da zona de cozinha e alguns
espaços conexos”, salientou.Carlos Furtado considerou que
condicionar a reabertura total do HDES devido à obra estrutural na
infraestrutura “não é um argumento de um político responsável”.“Esse
argumento não convence ninguém. Isso é o mesmo do que dizer que
enquanto existirem obras na cozinha não se servem almoços lá em casa”,
ironizou.O líder do JPP/Açores, partido
que não tem assento no parlamento açoriano, defendeu ainda a realização
de uma comissão parlamentar de inquérito às “decisões pós-incêndio” do
Governo Regional.“O que está aqui em causa
é que o governo quer arranjar uma utilidade para a estrutura modular
que comprou e agora escuda-se nessa situação, porque se abrir o HDES vai
esvaziar o modular e isso vai constituir um fracasso para o governo”,
declarou, insistindo que não se pode “condicionar a qualidade dos
serviços de saúde prestados aos micaelenses só por uma teimosia
injustificada do Governo dos Açores” e prometendo ir “até às últimas
consequências”.