JPP/Açores pede demissão da secretária regional da Saúde
19 de jan. de 2025, 10:38
— Lusa
Em
comunicado, o líder do JPP/Açores, Carlos Furtado, salienta que Mónica
Seidi “deverá pedir a sua demissão, ou ser demitida, uma vez que o seu
percurso nesta Secretaria [Regional] tem sido desastroso e, por esta
razão, tem trazido graves consequências para o tratamento dos utentes
dos Açores”.O dirigente, cujo partido não
tem assento no parlamento regional, considera que “o mau momento que se
vive nos Açores e principalmente em São Miguel, a nível da prestação de
cuidados de saúde, é consequência da má gestão por parte da Secretaria
da Saúde e entende que, perante tantos atropelos administrativos, a
atual secretária não tem condições para continuar no cargo”.Carlos
Furtado alega que o anterior secretário Regional da Saúde “fez um
trabalho incomparavelmente melhor”, do que a atual titular da pasta.O
JPP/Açores justifica que pede a demissão de Mónica Seidi após ter tido
acesso à informação de que, “um número considerável de cidadãos”
açorianos viu, recentemente, “as suas consultas de especialidade,
[serem] recusadas pelo hospital de São Miguel”, em Ponta Delgada.Para
o Coordenador Regional do partido, estes procedimentos são
“inadmissíveis para com a população, uma vez que as justificações do
Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), não têm qualquer lógica e
apenas demonstram uma intenção de reduzir artificialmente o número de
utentes em espera para consultas de especialidades”.Carlos
Furtado considera que a “nova prática”, não passa de “uma manobra
dilatória”, com a alegada pretensão de o HDES “influenciar
estatisticamente os desagradáveis números da prestação de cuidados de
saúde nos Açores, ao mesmo tempo que vai passando um atestado de
incompetência aos médicos que requerem estas consultas de
especialidade”.A agência Lusa tentou obter
uma reação do executivo açoriano, através da Secretaria Regional da
Saúde e da Segurança Social, mas foi dito que não tem “comentários a
fazer”.O hospital de Ponta Delgada, o
maior dos Açores, foi afetado por um incêndio em 04 de maio de 2024, que
obrigou a deslocalizar serviços e doentes do HDES para outras unidades
de saúde na região, para a Madeira e para o continente.Entretanto,
o executivo dos Açores instalou um hospital modular para garantir a
transição até à requalificação estrutural do HDES.O
hospital modular vai estar operacional até final do mês e a saída do
Hospital da CUF ocorrerá dias depois, revelou na quarta-feira a
administração da unidade de saúde.O
diretor de enfermagem do HDES, que integra o Conselho de Administração
presidido por Paula Macedo, informou em conferência de imprensa que,
para que o hospital modular arranque na sua totalidade, é necessário ter
a obra concluída, os equipamentos instalados e certificados e dada a
formação aos profissionais de saúde para utilização dos equipamentos
concluída, três premissas que “estarão concretizadas até final do mês de
janeiro”.