JPP/Açores exorta PS e Chega a apresentarem moção de censura ao Governo Regional
1 de fev. de 2025, 15:27
— Lusa
“Alguns
dos partidos com assento na Assembleia Regional têm a capacidade de
propor moções de censura e moções de confiança. E entendemos que o
momento é disso mesmo. Já não estamos num momento de debates de
urgência, nem sequer de comissões de inquérito parlamentar”, afirmou o
líder do JPP/Açores, Carlos Furtado, em conferência de imprensa, na sede
regional do partido, na Lagoa, São Miguel.O
dirigente, cujo partido não tem assento no parlamento regional,
considerou que a atuação do executivo e os “casos e casinhos” que têm
surgido “são matéria mais do que suficiente para [a apresentação de]
moções de confiança e moções de censura”.“Desafiamos
os partidos com responsabilidade na Assembleia Regional e que têm
capacidade para o fazer, para se chegarem à frente”, disse, referindo-se
ao PS e ao Chega.Carlos Furtado garantiu
que, caso o JPP estivesse na condição desses partidos, era o que faria:
“Não hesitaríamos em apresentar uma moção, neste caso de censura, à
atual situação do Governo Regional dos Açores, porque entendemos que,
acima de tudo, a região não é feita para ser gerida politicamente”.O
Coordenador Regional do JPP/Açores não acredita que os partidos da
oposição apresentem uma moção de censura ao executivo liderado pelo
social-democrata José Manuel Bolieiro, porque “não têm a audácia
suficiente para o fazer”.“Preferem jogar
no deixa andar, porque não querem eleições, porque têm medo dos
resultados eleitorais que podem advir dessa situação”, justificou.Ainda
assim, admitiu que, “um dia, vai surgir a moção de censura, mas já
tarde”, lembrando que também propôs há cerca de seis meses uma comissão
de inquérito parlamentar, por causa do incêndio no Hospital do Divino
Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, que só agora foi apresentada.Carlos
Furtado também criticou o executivo e os partidos da oposição, pela
“ineficaz solução encontrada para o restabelecimento” do maior hospital
do arquipélago.