José Manuel Bolieiro é candidato a líder do PSD/Açores
14 de nov. de 2019, 15:55
— Lusa/AO Online
"Sou
candidato à liderança do PSD/Açores. Disponível, porque é mesmo
preciso. Disponível, com vontade e garra. Saio da zona de conforto,
candidato-me para fazer", declarou Bolieiro, em conferência de imprensa
na sede dos sociais-democratas açorianos, em Ponta Delgada.Declarando
que no PSD da região "todos são precisos", Bolieiro compromete-se a
"não atacar o caráter de ninguém", procurando fazer "política
dignificante" em prol da autonomia dos Açores."O
PSD/Açores vive um momento de fragilidade. É tempo de me colocar ao
dispor dos militantes, na certeza do meu percurso feito e com a
esperança de que podemos fazer melhor pelos Açores", prosseguiu. Bolieiro
acrescentou ainda que o PSD do arquipélago tem nos próximos anos um
período "particularmente exigente", com eleições regionais em 2020 e
autárquicas e presidenciais depois."O
PSD/Açores tem de se preparar para este ciclo político, para a
democracia e para ser alternativa credível. Ser credor da confiança do
povo. Os Açores precisam de uma mudança de políticas", vincou.O
Conselho Regional do PSD/Açores marcou no fim de outubro eleições
internas no partido para 14 de dezembro e um congresso regional para 17,
18 e 19 de janeiro, sendo que nenhum militante avançou então
formalmente com uma candidatura à liderança do partido.“Este
conselho regional foi para decidir marcar eleições diretas para a
liderança do partido, com o respetivo calendário, bem como o congresso. A
seu tempo, depois, e com a decisão de candidaturas, sejam elas quais
forem, serão comunicadas”, adiantou então aos jornalistas o presidente
do conselho regional, precisamente José Manuel Bolieiro. Questionado nesse dia sobre se avançaria com uma candidatura, Bolieiro disse que “a seu tempo” revelaria a sua decisão.O
ainda líder do PSD/Açores, Alexandre Gaudêncio, também presidente da
Câmara da Ribeira Grande, é alvo de uma investigação da Polícia
Judiciária por suspeita de violação de regras de contratação pública, de
urbanismo e ordenamento do território, e anunciou a sua demissão do
cargo em 15 de outubro, acrescentando que iria pedir eleições internas
diretas.Pedro Nascimento Cabral, que há um
ano disputou a liderança da estrutura regional do partido com Alexandre
Gaudêncio, ainda não revelou se voltará a ser candidato.Contudo,
Nascimento Cabral adiantou ser necessário o partido falar "a uma só
voz" nas vésperas de regionais nos Açores, marcadas para 2020.