José Luís Carneiro desvaloriza número de apoiantes de Pedro Nuno Santos
14 de nov. de 2023, 13:01
— Lusa
“Quando
nós sentimos termos razão nas nossas opções, poderemos até estar
sozinhos na defesa dessas opções, porque não é pelo número de apoios que
se tem que se valida a razão de uma causa, razão de um ideal de
sociedade e do país”, disse José Luís Carneiro à margem de uma cerimónia
que participava como ministro da Administração Interna.O
candidato a substituir António Costa na direção do PS frisou que não
queria falar de “questões da vida interna” do seu partido numa cerimónia
oficial.José Luís Carneiro, conotado como
pertencente à ala moderada do PS, apresentou a sua candidatura na
semana passada e na segunda-feira foi a vez de Pedro Nuno Santos,
associado a uma ala mais esquerdista, numa cerimónia em que esteve
acompanhado por muitos apoiantes, nomeadamente Francisco Assis,
considerado de uma tendência interna mais à direita.Na
apresentação feita por Pedro Nuno Santos, estiveram também presentes o
ministro da Educação, João Costa, a presidente da Associação Nacional
dos Municípios Portugueses, Luísa Salgueiro, a presidente da Câmara de
Portimão, Isilda Gomes, o ex-ministro da Administração Interna, Eduardo
Cabrita, os ex-secretários de Estado Hugo Mendes e João Paulo Rebelo, o
líder da JS, Miguel Costa Matos, e a sua antecessora neste cargo Maria
Begonha.Na sede nacional do PS, estavam
dezenas de deputados, entre eles os vice-presidentes da bancada Rui
Lage, Carlos Pereira, a constitucionalista Isabel Moreira, e líderes
federativos deste partido como Hugo Costa (Santarém), João Portugal
(Coimbra), Eduardo Vítor Rodrigues (Porto), Luís Testa (Portalegre),
entre outros.As eleições diretas para a
sucessão de António Costa no PS estão marcadas para 15 e 16 de dezembro –
em simultâneo com a eleição de delegados – e o congresso está previsto
para 06 e 07 de janeiro.O ministro da
Administração Interna esteve, precisamente, esta manhã, acompanhado pelo
ministro da Educação na edição de 2023 do Exercício Público de
Sensibilização para o Risco Sísmico, denominado "A Terra Treme".“Para
além de estarmos aqui enquanto ministros e não enquanto militantes do
Partido Socialista une-me ao José Luís Carneiro uma profunda amizade e
um profundo respeito”, disse João Costa, assegurando que “aconteça o que
acontecer esta profunda amizade e respeito não são minimamente
beliscados”.Ao seu lado, José Luís
Carneiro garantiu não haver qualquer desconforto por não ter este apoio
e, “antes pelo contrário”, que “um dos grandes apoios do senhor Ministro
[da Educação] é uma bengala” que lhe ofereceu.