Jorge Pinto defende revisão do acordo da Base das Lajes
Presidenciais
5 de jan. de 2026, 11:27
— Daniela Arruda/Lusa
O candidato afirmou que, enquanto presidente
da República, não aceitará que o território português seja usado em
ações que violem o direito internacional.Jorge Pinto admitiu que
“infelizmente isso aconteceu há muito pouco tempo”, referindo-se à
passagem pelos Açores de aviões de combate com destino a Israel, que,
segundo afirmou, poderão ser usados “num genocídio que está a ocorrer em
Gaza”. Acrescentou ainda que o mesmo princípio deve aplicar-se a
eventuais conflitos futuros, incluindo a Venezuela, sublinhando que não
quer que qualquer parte do território nacional sirva para esse fim.O
candidato à presidência da República considera que o acordo atual já
permite a Portugal impor limites e defende que o país deve escolher
entre alinhar com um “novo mundo chefiado por líderes autoritários” ou
com a defesa do direito internacional.Sobre a Venezuela, Jorge Pinto
afirmou que o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou “um
ataque em grande escala” para capturar Nicolás Maduro que foi retirado à
força do país. Nesse sentido, o candidato espera que Portugal, a União
Europeia e a NATO não apoiem essa ação: “Hoje é a Venezuela, quem será
amanhã?”, questionou.Por fim, salientou que o próximo Presidente da
República deve ser claro ao garantir que as tropas portuguesas não serão
enviadas para guerras ilegais à luz do direito internacional.