Jorge Pinto apoia António José Seguro na segunda volta e apela ao Livre que faça o mesmo
Presidenciais2026
18 de jan. de 2026, 22:30
— Lusa/AO Online
O anúncio foi
feito pelo candidato presidencial apoiado pelo Livre no discurso de
reação aos resultados destas eleições no ‘quartel-general’ da sua
candidatura, no Amarante Cine-teatro.“Irei
votar em António José Seguro na segunda volta, lutar e apelar a que o
meu partido faça a mesma coisa, porque ao que tudo indica (...) teremos
duas escolhas pela frente: alguém que se revê na Constituição e alguém
que se opõe e a quer alterar drasticamente para pior,” anunciou.Antes,
recordado o momento no debate entre todos os candidatos em que disse
que não seria por si que Seguro não ia à segunda volta, Jorge Pinto
reformulou a frase dita na primeira semana de campanha: “Quero dizer uma
coisa diferente. É que será por mim que ele será Presidente da
República”.Para Jorge Pinto, perante uma
segunda volta entre Seguro e André Ventura, quem se revê na Constituição
e a quer manter tem “apenas uma decisão a tomar”, que é apoiar António
José Seguro.O candidato a Belém
acrescentou que, apesar do apoio, é preciso ser firme na defesa da
Constituição, exigindo a António José Seguro que passe de “se rever na
Constituição a querer defender a Constituição de todas as formas
possíveis”.“Amanhã, peço-vos de sorriso na
cara, porque este, como eu também disse aqui no dia 01 de novembro, não
é porque nós não deixaremos que seja o funeral da República, voltemos a
sair às ruas, voltemos a estar disponíveis, voltemos a estar dispostos a
lutar pelo nosso país, pela nossa democracia, com tudo o que isso
implica”, apelou.Jorge Pinto pediu aos
cidadãos que “transformem a mobilização que parece ter beneficiado
Seguro” num esforço de defesa do país e disse que é “evidente que o voto
útil existiu”, acrescentando que foram muitas as pessoas que não
votaram em si com medo de uma segunda volta apenas com candidatos à
direita.“O medo faz parte dos sentimentos
humanos. O que eu digo, e foi o que eu disse no discurso de encerramento
desta campanha, é que este medo que é real, que é até palpável para
quem, como nós, andou na rua nas últimas semanas, não nos pode
paralisar. Eu quero um medo que mobilize”, resumiu.