Jorge Braz confia que Portugal apenas volta no dia 07 de outubro
Futsal/Mundia
12 de set. de 2024, 11:21
— Lusa/AO Online
“Na última folga em
que estive com a minha família disse que só voltávamos a estar juntos
no dia 07 [de outubro]. Essa é a minha crença”, afirmou Jorge Braz, em
entrevista à agência Lusa, garantindo que o objetivo "mínimo" de
Portugal passa por “ficar até ao fim”.Campeã
do mundo em 2021, na Lituânia, a equipa das ‘quinas’, bicampeã da
Europa, está inserida no Grupo E e vai iniciar a defesa do título diante
do Panamá, na segunda-feira, seguindo-se os duelos
com as congéneres do Tajiquistão, no dia 19 e de Marrocos, a
22.Os dois primeiros classificados
de cada grupo, assim como os quatro melhores terceiros classificados,
avançam para a fase a eliminar.“Existe
aquele momento dos quartos de final, em que se viermos para casa dá
aquela sensação de insucesso, ou então ficamos até ao fim e, ficando
entre as quatro últimas equipas, aí depois estamos naquele patamar de
dizer que tudo é possível”, notou, admitindo que “se Portugal chegou lá
uma vez, é possível chegar outra”.Todavia,
e antes, há uma fase de grupos muito “difícil” para superar. Até
porque, como considerou o selecionador, “Marrocos e Tajiquistão podem
causar surpresas”.“É um percurso longo.
Queremos tentar fazer sete jogos. No primeiro jogo nunca estamos ao
máximo, vai haver hesitações, mas o que perspetivo é ir crescendo ao
longo da prova”, analisou o técnico luso, de 52 anos.E nesse trajeto, num Mundial que antecipa “mais equilibrado e mais difícil”, sabe que Portugal é o “alvo a abater”.“É
normal e faz parte, mas isso também nos faz perceber que só temos de
continuar a ter a nossa identidade. Enquanto formos Portugal e tivermos
determinados comportamentos, chegámos onde chegámos. Só temos de
continuar assim”, justificou.Questionado
sobre os crónicos candidatos a erguer o cetro mundial, Braz elencou,
além de Portugal, Espanha, Argentina e Brasil, colocando, numa segunda
linha, Cazaquistão, Irão, Marrocos, Paraguai e França.“Há
uma série de equipas que vão estar muito próximas das seleções que toda
a gente aponta como as mais fortes e, num dia menos bom, há várias
seleções que podem criar surpresas”, analisou.Na
apreciação do lote de ‘eleitos’, Braz encontrou “enorme riqueza e
variabilidade” no grupo de 14 jogadores, depois de ter abdicado do
guarda-redes Bernardo Paçó, por opção técnica, e do ala Pauleta, por
lesão.“Temos uma mistura muito rica entre a
irreverência de alguns que ainda vivem na irresponsabilidade, que
também traz vantagens, e da consistência e maturidade de outros, com
outra experiência”, ressalvou, recordando “oito a 10 jogadores que não
estão no Mundial e podiam estar” e destacando a importância de jogadores
como João Matos e Bruno Coelho para o grupo.Bicampeão
europeu em título, Portugal conquistou o primeiro título mundial em 03
de outubro de 2021, depois de vencer a Argentina, por 2-1, na final
disputada em Kaunas, numa partida em que Pany Varela esteve em evidência
ao ‘bisar’.O ala que se transferiu
recentemente para os sauditas do Al Nassr é um dos 10 campeões entre os
convocados, enquanto os guarda-redes Edu Sousa (El Pozo Murcia, Esp) e
André Correia (Benfica), assim como os alas Edmilson Kutchy (Benfica)
e Lúcio Rocha (Benfica) se estreiam numa fase final de um Mundial.E, considera o selecionador, “haverá momentos para todos os jogadores”.“Houve
momentos para o Ricardinho, para o Bruno Coelho e para o Pany [Varela],
como houve para o Tunha, para o Zicky, para o [Tomás] Paçó e para o
André Coelho, que foi decisivo numa final”, recordou o selecionador
português, complementando que essa “perceção do papel de cada um” é que
torna Portugal uma equipa “muito forte”.