Jolera abre centro de operações dedicado à cibersegurança
16 de nov. de 2022, 10:48
— Ana Carvalho Melo
A multinacional canadiana Jolera, da área das tecnologias
de informação, abriu ontem um centro de operações no Parque de Ciência e
Tecnologia de São Miguel (Nonagon), dedicado à cibersegurança.“Nós
estamos no negócio da cibersegurança e na gestão de infraestruturas, que
são áreas que andam de mãos dadas. Começámos como uma empresa de gestão
de infraestruturas e na última década integramos a cibersegurança”,
explicou Alex Shan, CEO da Jolera ao Açoriano Oriental.Como revelou
Alex Shan, a cibersegurança é uma das maiores preocupações da atualidade
quer nas empresas, quer nos diversos departamentos governamentais.“Os
ataques informáticos estão a afetar os bancos, as companhias de
seguros... Estão a afetar tudo. Há cinco anos, o seguro de
cibersegurança nem sequer era uma ideia”, revelou, explicando que o
papel da Jolera passa não só pela proteção das empresas de forma a
evitar ataques, como pela ajuda na resolução caso estes aconteçam.Alex
Shan realçou ainda que a maior parte dos ataques informáticos são
realizados por organizações criminosas, equivalentes ao que era a máfia
há 30 anos. “Hoje a máfia não existe da mesma maneira, em vez disso
temos grupos organizados de pessoas que têm por finalidade atacar
ciberneticamente”, disse, recordando que, com o crescimento do
teletrabalho, as empresas podem ser atacadas a partir da casa dos
trabalhadores. “Os hackers já não têm de atacar o escritório. Hoje,
com o crescimento do teletrabalho, devido à Covid-19, o ponto de entrada
mais fraco passou a ser os computadores domésticos. E a partir daí é
que os piratas informáticos atingem as empresas”, explicou.A empresa
que realizou ontem uma apresentação pública possui atualmente 20
colaboradores na Região, mas o objetivo é aumentar o número.“Até ao
verão do próximo ano, devemos ter cerca de 70 pessoas e o objetivo é que
até ao final do ano ultrapasse as 100”, revelou. Na Região, a
Jolera tem também vindo a também a contactar instituições de ensino,
tendo na segunda-feira assinado um protocolo com a Universidade dos
Açores.“Trazemos toda a tecnologia e conhecimento para os Açores,
com o objetivo de trabalhar com as escolas e a universidade para criar
programas específicos de cibersegurança e criar empregos de valor na
Região”, afirmou.Sobre a escolha de São Miguel para a instalação do
centro de operações, a empresa explica que decorre de um exercício de
procura por novas geografias, em que “os Açores representam uma aposta
interessante em função das condições existentes no Parque de Ciência e
Tecnologia de São Miguel” e pelo “enquadramento regulatório existente ao
nível das medidas de apoio, em particular as orientadas para a
contratação”.Em Portugal, a empresas já está instalada no Porto, onde possui a sua sede na Europa.