Johnson & Johnson anuncia testes finais de vacina em oito países, incluindo o Brasil
Covid-19
23 de set. de 2020, 15:09
— Lusa/AO Online
“Se os resultados forem positivos, a
empresa espera poder registar um pedido de autorização de emergência
junto da Agência de Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) no início de
2021", divulgou a empresa, em comunicado.A
Johnson & Johnson, que está empenhada em distribuir a vacina sem
ter lucro, enfatizou que "continua a aumentar a sua capacidade de
produção" e ainda espera ser capaz de entregar um bilião de doses da
vacina por ano. A nova fase de testes
deverá incluir voluntários acima dos 60 anos de idade e com doenças
preexistentes. A idade mínima para participar é de 18 anos. Os testes
também ocorrerão na Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru, África do
Sul e nos Estados Unidos.A vacina, cujo
nome oficial é Ad26.COV2.S, foi desenvolvida pela farmacêutica Janssen
Pharmaceuticals, que faz parte do grupo Johnson & Johnson. Os
estudos sobre esta vacina no Brasil foram autorizados pela Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão regulador do país, que
aprovou testes em sete mil voluntários, distribuídos nos estados de São
Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Baía e
Rio Grande do Norte. A Anvisa frisou que
os dados que fundamentaram a autorização “incluíram estudos não clínicos
com a vacina e dados não clínicos e clínicos acumulados de outras
vacinas que utilizam a mesma plataforma Ad26”.As
fases 1 e 2 desta eventual vacina produzida pela farmacêutica
Janssen-Cilag foram iniciados em julho, nos Estados Unidos da América e
na Bélgica.Desde junho, o Brasil participa
no programa de testes de um imunizante contra a covid-19 desenvolvido
pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e a farmacêutica
AstraZeneca, numa parceria que envolve a Fundação Oswaldo Cruz.O
Instituto Butantan, organização científica vinculada ao governo
regional de São Paulo, também firmou uma parceria com o laboratório
chinês Sinovac para testar outra vacina, batizada de Coronavac, num
acordo que inclui também a transferência de tecnologia e produção do
medicamento caso a sua eficácia seja comprovada.Também estão em testes no país duas opções de vacina desenvolvidas pelas empresas BioNTech e Pfizer.O
Brasil poderá ainda testar outra vacina desenvolvida pelo Governo
russo, batizada de SputnikV, a partir de um acordo de cooperação que
está a ser discutido pelo governo do estado do Paraná com o Governo
russo. Ainda não há autorização da Anvisa para a realização destes
testes.