Os jogadores do plantel sénior do Operário estão a recorrer junto do
Sindicato dos Jogadores (SJ), com o objetivo de conseguirem o pagamento
das verbas que o clube tem em atraso com o grupo de trabalho. Joaquim
Evangelista, presidente do SJ, confirmou ao Açoriano Oriental que os
atletas que representaram o clube da cidade da Lagoa na época em curso, e
também na anterior, solicitaram apoio, tendo em alguns casos os
processos seguido a via judicial. “Já interpusemos ações judiciais.
Quando somos contactados interpelámos o clube e como não temos resposta
avançamos com as ações. Entretanto, há outros que também já nos
contactaram também para avançar. Esta é uma situação estranha, porque
não se dignam a dar resposta”, relatou o dirigente sindical. Para
além de Rafael Benevides (que reclama um crédito de 6 935,00€) e
Desailly (6 810,00), também o lateral esquerdo Matheus Bunsas, que foi
colega de equipa dos primeiros em 2024/2025, interpôs uma ação judicial
no Tribunal Judicial da Comarca da Guarda, reclamando uma dívida no
valor de 15 710,00€. Nos últimos dias, o SJ tem sido contactado por
diversos atletas que integraram o plantel na época em curso (2025/2026),
solicitando ajuda e patrocínio jurídico para receber as verbas que
estão por pagar. Evangelista salienta que o sindicato “gostaria de
resolver isso de forma consensual, mas não havendo resposta do clube
temos de avançar com as respetivas ações”. Ainda assim, o dirigente
sindical apela ao diálogo entre os atuais responsáveis do clube - o
Operário é gerido, desde 5 de maio, por uma Comissão de Gestão - e os
jogadores, com o objetivo de ser encontrado um acordo fora da barra dos
tribunais, reiterando a disponibilidade do SJpara servir de
intermediário. O Operário vive uma dramática situação financeira -
cujo passivo deverá rondar os cerca de 800 mil euros - e o abandono da
equipa sénior do Campeonato de Futebol dos Açores chegou mesmo a ser
equacionado em fevereiro, o que acabou por não acontecer. O clube
tem, também, a decorrer uma execução sumária no Tribunal de Ponta
Delgada, no valor de 306 912,10€, em que é exequente a SATA Air Açores.