Joe Biden volta a defender restrições a armas após novos tiroteios nos EUA
25 de nov. de 2022, 13:06
— Lusa/AO Online
“A ideia de que ainda permitimos a
compra de armas semiautomáticas é doentia”, denunciou Biden durante uma
visita a Nantucket, no Estado de Massachusetts, citado pela estação
ABC.O chefe de Estado norte-americano
destacou que a proibição da venda deste tipo de armas não tem “nenhuma
razão lógica” contra, defendendo que se ainda não foi aplicada é devido
“aos lucros dos fabricantes de armas".Embora
Biden esteja convencido da necessidade de interromper estas vendas de
armas de assalto, a realidade política é bem diferente, principalmente
depois dos republicanos terem assumido o controlo da Câmara dos
Representantes desde as recentes eleições intercalares.Assim, torna-se mais improvável que o Congresso dos Estados Unidos dê ‘luz verde’ à reforma proposta por Biden."Vou tentar. Vou tentar acabar com as armas de assalto", insistiu o democrata.A
administração liderada por Joe Biden tem pressionado por “medidas
históricas” para conter os tiroteios, incluindo a primeira lei de
controlo de armas em quase 30 anos.Os
estados de Virgínia e Colorado foram recentemente palco de novos
tiroteios que resultaram na morte de cerca de uma dezena de pessoas e
que mais uma vez intensificaram o debate sobre as armas.Os
Estados Unidos são um cenário regular de assassínios em massa e outros
tipos de violência armada. De acordo com o portal Gun Violence Archive,
mais de 600 tiroteios em massa [com pelo menos quatro pessoas mortas ou
feridas] ocorreram desde o início do ano.Uma
sondagem divulgada esta semana refere que o apoio nos Estados Unidos a
leis mais rígidas sobre armas de fogo caiu de 66 por cento em junho
passado para 57% em outubro.O apoio
público a uma promulgação de mais leis que restrinjam a posse e o porte
de armas de fogo havia aumentado na primavera após os tiroteios numa
escola de Uvalde, no Texas, e num supermercado em Buffalo, Nova Iorque,
de acordo com a sondagem.O direito dos
cidadãos de possuir armas está reconhecido na Segunda Emenda da
Constituição norte-americana, mas cada um dos 50 estados tem leis que
regulam a posse e o porte de armas de fogo de maneiras diferentes.A
Gallup indicou que o sentimento público sobre essas leis permanece
acima do apoio de 52% registado em outubro do ano passado e está
alinhado com os resultados de 2020.Segundo
o 'Small Arms Survey', um projeto do Instituto de Estudos
Internacionais de Genebra, na Suíça, existem mais de 393 milhões de
armas de fogo nas mãos de civis no país.