Joe Biden pretende manter "de momento" a política dos EUA em relação à China
2 de dez. de 2020, 12:44
— Lusa/AO Online
"Não vou tomar nenhuma
ação imediata, e isso diz respeito igualmente às tarifas
alfandegárias", disse o presidente eleito ao jornal New York Times, numa
entrevista publicada hoje."Não vou comprometer as minhas opções", acrescentou Joe Biden. As
relações entre os dois países estão atualmente marcadas pela guerra
comercial iniciada por Donald Trump, apesar das tréguas acordadas em
janeiro entre Washington e Pequim.Por outro lado, Joe Biden mostrou-se bastante crítico contra Pequim em matérias relacionadas com direitos humanos.Após
a vitória nas presidenciais de novembro, Biden deu a entender que a
futura administração vai procurar a renovação da política comercial de
Washington com a Europa e os países da Ásia Pacífico no sentido de
formar uma unidade capaz de enfrentar a República Popular da China. No princípio do ano, Biden não poupou críticas ao Presidente chinês Xi Jinping."É uma pessoa (Xi Jinping) que não tem um osso democrata em todo o esqueleto", afirmou Joe Biden no princípio do ano.A
equipa que liderou a campanha eleitoral do Partido Democrata qualificou
de "genocida" a campanha das autoridades da República Popular da China
contra a minoria muçulmana uigur da província de Xinjiang.