Joe Biden prepara anúncio de recandidatura presidencial nos EUA sem concorrentes de peso
24 de abr. de 2023, 15:30
— Lusa
Biden já escolheu
o seu diretor de comunicação, Michael Tyler, que terá estado a preparar
um vídeo com o anúncio formal da recandidatura - eventualmente para ser
difundido já na terça-feira - bem como a diretora de campanha, Julie
Chavez, que trabalhou de perto com ex-Presidente Barack Obama, de acordo
com o jornal 'on-line' Politico.Biden tem
adiado sucessivas vezes a apresentação de nova corrida à Casa Branca,
quando diversas sondagens revelam que a maioria dos eleitores do seu
partido estão preocupados com o facto de o Presidente poder chegar ao
fim de um eventual segundo mandato com 85 anos, indicando preferir que
os Democratas apresentassem um novo rosto.Apesar
disso, até agora, nenhum outro candidato de peso se apresentou com a
intenção de disputar as primárias do Partido Democrata e, pelo
contrário, Biden não tem tido dificuldade em ir angariando apoios de
relevo entre as mais influentes figuras políticas do seu quadrante
político.Previstas para novembro de 2024,
as eleições do próximo ano nos Estados Unidos serão as primeiras após a
redistribuição dos votos eleitorais de acordo com o censo pós-2020.Em jogo estará, além da presidência, o controlo da Câmara de Representantes e do Senado. De
acordo com os ‘media’ norte-americanos, Biden está já a preparar a
imprescindível máquina de angariação de fundos para a sua campanha, que
em 2020 foi uma das mais caras da história da democracia
norte-americana.A experiência e a rede de
contactos de Chavez pode ser particularmente útil neste campo e, de
acordo com os ‘media’ norte-americanos, a diretora de campanha já terá
marcado uma reunião privada para juntar alguns dos mais generosos
doadores, na próxima sexta-feira.“No meio
de um mundo de incertezas, precisamos de estabilidade. E Biden
garante-nos essa establidade”, disse Jamaal Bowman, um dos mais
influentes congressistas Democratas, eleito por Nova Iorque, citado pelo
jornal The New York Times numa frase cuja ideia tem sido repetida por
várias fações do partido, mesmo aquelas mais radicais e que acusam o
Presidente de ser demasiado conservador.Para
já, as duas únicas figuras que anunciaram o propósito de concorrer nas
primárias do Partido Democrata foram Marianne Williamson, que repete o
gesto de 2020, e Robert F. Kennedy Jr., que os analistas consideram
estar apenas interessado em usar o palco mediático para difundir as suas
ideias anti-vacinas.Entre os Democratas,
um outro argumento de peso para apoiar Biden numa recandidatura é o
facto de o atual Presidente já ter dado provas da sua eficácia a
combater e derrotar o candidato que está à frente nas sondagens para as
primárias Republicanas: o ex-Presidente Donald Trump.Aliás,
as sondagens dizem que o adversário Republicano mais difícil para Biden
seria o governador da Florida, Ron DeSantis, que é igualmente um dos
principais obstáculos internos para Trump e que tem vindo a ganhar
popularidade entre os eleitores Republicanos e Democratas.No
lado Democrata, e apesar de índices de popularidade relativamente
baixos, Biden também está em ascensão entre os eleitores, sobretudo
entre a fação mais radical e mais à esquerda do partido, que em 2020
esteve ao lado do senador Bernie Sanders.