Joe Biden afirma que antigo chefe de gabinete de Trump merece ser condenado
16 de dez. de 2021, 11:50
— Lusa/AO Online
Biden assumiu a posição em
declarações à imprensa, antes de viajar para o Kentucky, onde visita as
áreas mais afetadas pelos tornados que afetaram aquele e outros Estados
dos EUA na sexta-feira.“Acho que merece
ser condenado”, atirou o presidente norte-americano sobre o assessor de
Donald Trump à data dos acontecimentos, em 06 de janeiro.A
Câmara Baixa do Congresso dos EUA, de maioria democrata, votou na
terça-feira a favor de condenar Meadows por desacatos e, agora, a
acusação passa para a alçada do Departamento de Justiça, que deve
decidir se convoca um grande júri para acusá-lo formalmente em processo
criminal.A acusação de desacatos pode
implicar uma pena máxima de um ano de prisão e multa de 100 mil dólares,
de acordo com o Serviço de Investigação do Congresso.Meadows
foi indiciado por desacatos depois de ter deixado de colaborar com o
comité que investiga o assalto ao Capitólio e que foi formado pela
presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi.O
comité, que foi criado com a finalidade de investigar o que ocorreu
durante o ataque, quem foi responsável e o que se pode fazer para evitar
eventos semelhantes, revelou que Meadows recebeu mensagens de texto do
filho mais velho de Trump, Don Jr., e de personalidades da televisão
conservadora Fox, chocados com o ataque.Concretamente,
Don Jr. e três apresentadores da Fox pediram a Meadows que persuadisse
Trump a levar o ataque a sério e a pedir aos seus seguidores para
abandonarem o Capitólio.“Precisamos de um
discurso na Sala Oval. Tem de liderar isto já. Isto foi longe de mais e
está fora de controlo”, escreveu Don Jr. numa mensagem dirigida ao
antigo chefe de gabinete.As mensagens de
texto fazem parte de um conjunto de 9.000 documentos que Meadows
entregou ao comité antes de mudar de ideias e deixar de colaborar com as
averiguações, argumentando que Trump invocou o “privilégio executivo”,
que permite ao presidente dos EUA evitar a difusão de certos materiais.Em
06 de janeiro deste ano, cerca de 10 mil pessoas, maioritariamente
simpatizantes de Trump, caminharam em direção ao Capitólio e cerca de
800 invadiram o edifício para impedir a ratificação da vitória do agora
presidente dos EUA, Joe Biden, nas eleições de novembro de 2020, frente
ao candidato republicano e ex-presidente.Durante os distúrbios, cinco pessoas morreram e cerca de 140 polícias foram agredidos.