João Sousa abre eliminatória frente ao Cazaquistão
Taça Davis
31 de jan. de 2019, 11:15
— Lusa/AO Online
O
vimaranense e 39.º do ‘ranking’ mundial vai defrontar no primeiro
encontro o jovem Bublik (171.º do circuito ATP), de 21 anos, naquele que
será o primeiro embate entre ambos, na sexta-feira, no ‘court indoor'
de piso rápido do National Tennis Center."A
responsabilidade é sempre a mesma, já estou habituado a abrir as
eliminatórias. Vou fazer o trabalho de casa com a equipa técnica para
poder conhecer um pouco mais o meu adversário e vou dar, como sempre, o
meu melhor. Vou tentar jogar bom ténis, que é sempre importante, vencer e
ajudar Portugal a alcançar o Grupo Mundial", afirmou João Sousa, em
declarações à agência Lusa.Após
a estreia do minhoto na sexta-feira às 14:00 locais (08:00 em Lisboa),
Pedro Sousa, número 101 da hierarquia, vai disputar o segundo encontro
Mikhail Kukushkin (55.º ATP), o jogador mais credenciado da equipa
anfitriã, que anteviu "uma eliminatória difícil" com uma equipa
portuguesa composta por "bons jogadores" e liderada por "João Sousa, um
jogador de topo do ténis mundial".Para
o encontro de pares, no sábado, o capitão Rui Machado optou por manter a
dupla que disputou as últimas eliminatórias da Taça Davis, João Sousa e
Gastão Elias, e que tem treinado nos últimos dias na superfície
escolhida pelo Cazaquistão para este duelo que apurará a equipa
vencedora para a final da Taça Davis, entre 18 e 24 de novembro, em
Madrid. O desafio será diante Aleksandr Nedovyesov e Timur Khabibulin."É
o par que estávamos à espera. Estamos ainda muito focados nos
singulares do primeiro dia, mas vamos trabalhar até sábado para preparar
melhor os pares. Temos preparado a nossa dupla, mas agora vamos
preparar o nosso par tendo em conta os adversários que já sabemos quem
são", explicou Rui Machado.Apesar
do teórico favoritismo do Cazaquistão, por jogar na superfície
preferida e em casa, o capitão português mostrou-se confiante e até
apontou algumas vantagens encontradas em Astana."Os
nossos jogadores estão bastante confortáveis no piso escolhido pelo
Cazaquistão, que é teoricamente o que mais gostam, embora eles sejam
igualmente bons em terra batida. A bola é a oficial da Federação
Portuguesa de Ténis, do US Open e há vários torneios em Portugal,
‘challenger’ e ‘future’, que se disputam com esta mesma bola, que é
também a preferida do João Sousa", revelou.Rui
Machado lembrou a experiência e os "bons resultados do Cazaquistão no
Grupo Mundial da Taça Davis", com cinco presenças nos quartos de final,
mas assumiu a confiança na sua equipa e a ambição de fazer "história por
Portugal"."Estamos
motivados e desejamos muito isto [aceder ao Grupo Mundial]. Não vamos
dar 100, vamos dar 200% para alcançar o nosso objetivo e estamos
confiantes que podemos fazer história. Acredito nos meus jogadores,
estamos em boa forma, fizemos uma boa preparação a faremos tudo para
vencer esta eliminatória", avisou em conferência de imprensa, após o
sorteio.Depois
do confronto de pares no sábado, agendado para as 12:00 locais (06:00
em Lisboa), seguem-se os restantes dois encontros de singulares. João
Sousa vai jogar com Mikhail Kukushkin e Pedro Sousa com Alexander
Bublik, caso os capitães mantenham as respetivas equipas.A
seleção vencedora vai juntar-se às já qualificadas Croácia, França,
Espanha Estados Unidos, semifinalistas em 2018, e Argentina e Reino
Unido, que receberam ‘wild card', na fase final da Taça Davis que será
disputada por 18 nações, enquanto a derrotada volta a competir no Grupo
I, da respetiva zona Geográfica, em 2019.