João Proença atribui algumas medidas anunciadas a reivindicações da UGT

5 de nov. de 2009, 18:36 — Lusa/AO Online

O primeiro-ministro "não usou a palavra crescimento mas as medidas anunciadas são positivas e devem ser amplamente discutidas", disse João Proença referindo a política salarial e os aumentos das pensões. José Sócrates anunciou hoje no Parlamento que o Governo vai aumentar no próximo ano as pensões até 630 euros em 1,25 por cento, subir em um por cento as pensões até 1.500 euros e prometeu alargar as condições de acesso ao subsídio de desemprego até ao final de 2010. "Estas medidas são emblemáticas", considerou o secretário-geral da UGT elogiando o facto do primeiro-ministro ter optado por suspender este ano a fórmula de cálculo do aumento das pensões e ter avançado com um referencial fixo. João Proença considerou particulamente positivo o facto de o Governo se ter comprometido a respeitar o acordo estabelecido em concertação social para o aumento do Salário Mínimo Nacional (SMN) para os 500 euros até 2011, e que tenha disponibilidade para discutir novos aumentos desta remuneração. A UGT reivindica a fixação do Salário Mínimo nos 600 euros até 2014. Em relação ao SMN, Sócrates disse no Parlamento que o Executivo está "empenhado no cumprimento do acordo celebrado" em concertação social e que pretende definir novos objectivos de aumento progressivo do salário mínimo, num quadro de médio prazo. Proença considerou ainda positivo que o período de garantia para atribuição de subsídio de desempregue passe dos actuais 18 meses para 12 meses de trabalho e descontos nos últimos dois anos.