João Medeiros sobe à 14.ª posição da classificção geral
9 de ago. de 2025, 13:15
— Lusa/ André Medina
JoãoMedeiros deu o melhor seguimento à brilhante prestação na 1.ª etapa da Volta a Portugal e subiu mais um lugar na classificação geral da 86.ª edição da prova.Na segunda etapa da prova “rainha”do ciclismo nacional, o atleta da Credibom/L.A. Alumínios/Marcos Car (LAA) veio inserido no pelotão e cortou a linha de meta na 30.ª posição, com uma marca de 4 horas (h) e 47 segundos (s), a 14 de PauMartí, que “roubou” a vitória ao russo Artem Nych.O promissor ciclista espanhol estragou os planos da Anicolor-Tien21, ao negar a vitória e a “amarela” a Nych em Fafe, e impôs-se numa segunda etapa da Volta a Portugal que “apresentou” os verdadeiros candidatos.Em dia de visita do primeiro-ministro, Luís Montenegro, à caravana – cumpriu os quilómetros finais no carro do diretor da prova, Joaquim Gomes, mas não prestou declarações -, houve já grandes derrotados, como Nicólas Tivani e a sua Aviludo-Louletano-Loulé, que aspiravam “à dobradinha” e acabaram “afundados” na geral.Após a Anicolor-Tien21 “estilhaçar” o pelotão no início do “sterrato”, apenas cinco ciclistas ficaram na frente, com Martí a bater ao sprint Nych, que, no final, em declarações aos jornalistas, fez questão de parabenizar “o homem mais forte” no final dos 167,9 quilómetros entre Felgueiras e Fafe.O espanhol de 20 anos cortou a meta com o tempo de 04h00m33s, à frente do “gigante” russo e do colombiano Jesús Peña (AP Hotels&Resorts-Tavira-Farense), o mais sério candidato a contrariar a supremacia da formação flúor – depois de ter sido apenas 69.º no prólogo, já é quinto, a 16 segundos do camisola “amarela”.Martí demonstrou estar nesta Volta a Portugal para lutar pela geral, que comanda com apenas dois segundos de vantagem sobre o campeão em título e 15 sobre o anterior camisola “amarela”, o português Rafael Reis.Foram várias as tentativas de fuga na primeira hora de corrida, mas nenhuma “pegou” até Andrii Ponomar (Petrolike), Samuel Boardman (Project Echelon Racing), Joan Roca (Illes Balears Arabay) e Conn McDunphy (Skyline) se juntarem na frente ao quilómetro 64.O quarteto nunca conseguiu uma margem muito superior a dois minutos, perdendo peças à medida que os quilómetros iam passando, com Roca a ser o primeiro a descolar. Com a amarela teoricamente “assegurada”, a Aviludo-Louletano-Loulé abdicou de perseguir os fugitivos, tentando evitar que algum dos primeiros da geral bonificasse na chegada a Fafe.A terra batida do troço eternizado pelo Rali de Portugal e conhecido como “Salto de Fafe” foi “palco” de vários azares, como a queda de Tomas Contte (Aviludo-Louletano-Loulé), do fim da fuga, mas também de uma aceleração da Anicolor-Tien21 antes da contagem de terceira categoria da Casa do Penedo que “destroçou” o pelotão.Este sábado, a terceira etapa liga Boticas a Bragança, com a contagem de primeira categoria da Serra da Nogueira a ser a grande dificuldade da ligação de 185,2 quilómetros.