João Medeiros “fecha” 86.ªVolta a Portugal na 19.ª posição geral
17 de ago. de 2025, 20:30
— André Medina/ Lusa
João Medeiros terminou ontem a sua participação na 86.ª Volta a Portugal em bicicleta.Na 10.ª e última etapa da versão 2025 da prova “rainha” do ciclismo nacional - o contrarrelógio que se disputou em Lisboa -, o atleta da Credibom/L.A. Alumínios/Marcos Car (LAA) foi 47.º classificado, a 1 minuto (m) e 53 segundos(s) de Rafael Reis, da Anicolor-Tien21, ciclista que já havia vencido o prólogo, na Maia, prova que inaugurou a 86.ª edição da “Volta”.Face a esta prestação, o “furacão dos Açores” segurou a 19.ª posição da classificação geral e garantiu a sua segunda melhor prestação na competição -Medeiros foi 18.º em 2022 -, a 12m25 do russo Artem Nych (Anicolor-Tien21), vencedor da 86.ª edição da Volta a Portugal e bicampeão em título.O vencedor do contrarrelógio Rafael Reis reservou ontem um lugar na “tímida” festa de encerramento da 86.ª Volta a Portugal em bicicleta, que consagrou Artem Nych e a dominadora Anicolor-Tien21 como bicampeões e promoveu Byron Munton ao pódio.Foi um fim de Volta “estranho”: quando cortou a meta, o russo de 30 anos nem festejou, talvez aliviado por finalmente consumar a sua anunciada e incontestável vitória após ter envergado a amarela logo à quarta etapa e colocar um ponto final nas “pesadas” obrigações inerentes a esse símbolo, que lhe roubaram o sorriso nos últimos dias.Ao contrário da euforia desmedida do ano passado, ontem a celebração da Anicolor-Tien21 foi discreta, mesmo tendo a equipa de Águeda fechado esta edição com nova vitória de Rafael Reis, que já tinha ganhado o prólogo e “bisou” ontem e ao cumprir o “crono” de 16,7 quilómetros (km) em Lisboa em impressionantes 18m55s.Primeiro camisola amarela da Volta2025, o corredor de Palmela “voou” a uma média de 52,969 km/h, ultrapassou três ciclistas que tinham partido antes dele e somou a 11.ª vitória na prova “rainha” do ciclismo português, aquela em que mais costuma brilhar.A 10.ª etapa foi “ingrata” para Jesús Peña (AP Hotels&Resorts-Tavira-Farense), que prometia ser o maior adversário de Nych e nem no pódio ficou: o colombiano perdeu 34 segundos para Byron Munton (Feirense-Beeceler), de quem estava separado por apenas um segundo, e caiu para o quarto lugar da geral, a 02m24s.Em estreia na Volta, o sul-africano, que venceu na Senhora da Graça, foi terceiro, a 1m51s, atrás do francês Alexis Guérin (Anicolor-Tien21), que manteve o seu segundo lugar, a 1m15s do seu colega.A vitória do russo estava tão anunciada que a sua “festa de consagração” até começou horas antes com uma ação promocional da prova, onde distribuiu autógrafos e tirou fotografias, abdicando de um merecido descanso.“Estou muito contente por ganhar a segunda vez. […] Esta vitória é muito diferente da do ano passado. Se calhar, foi uma vitória com mais confiança”, descreveu.Marcada pelo domínio absoluto da Anicolor-Tien21, campeã também por equipas, e pela timidez dos ataques dos adversários na luta pela geral, a “morna” 86.ª edição teve ainda como “vencedora” a Israel Premier Tech Academy, que ganhou quatro etapas, o dobro das conquistadas por Reis e Nicolás Tivani.O argentino da Aviludo-Louletano-Loulé viu o sonho da geral desvanecer-se à segunda tirada, mas sai desta Volta com dois triunfos e segunda vitória consecutiva na classificação por pontos, um “bis” alcançado também por Hugo Nunes (LAA), novamente “rei” da montanha, como em 2020.Pela primeira vez em seis anos, um português ganhou a classificação da juventude, com Lucas Lopes (Rádio Popular-Paredes-Boavista) a aguentar a aproximação de Zac Marriage (Israel Premier Tech Academy) para suceder a Emanuel Duarte, o portador da camisola branca na edição de 2019.