João Leão assume como prioridades estabilizar economia e proteger rendimentos
15 de jun. de 2020, 10:53
— Lusa/AO Online
"Em primeiro lugar, o nosso ênfase tem de ser
estabilizar o país, a economia, e proteger os rendimentos. Vai ser a
ênfase neste ano. Sem se estabilizar e salvar as empresas e proteger os
postos de trabalho não teremos uma economia em condições de crescer a
partir do final do ano e a partir do próximo ano", declarou aos
jornalistas, no Palácio de Belém, em Lisboa."Só
com crescimento económico é que vamos conseguir novamente estabilizar
as contas públicas e, obviamente, a médio prazo é isso que se espera de
nós, num quadro de responsabilidade", completou.Questionado
se vai manter a política de cativações, o ministro respondeu: "Essa foi
uma política que não foi nova, sempre existiu e faz parte de uma gestão
rigorosa, controlada, em nome dos portugueses e de conseguir recursos
para assegurar a estabilidade e a proteção dos seus rendimentos".João
Leão afirmou que é "um prazer e uma honra" poder servir Portugal como
ministro de Estado das Finanças, "ainda para mais neste momento de
grande dificuldade", e manifestou-se convicto de que, ultrapassada a
pandemia de covid-19, Portugal voltará ao "caminho do crescimento da
economia e do emprego, da confiança e da sustentabilidade".Sobre
o seu antecessor, Mário Centeno, fez questão de lhe deixar palavras de
elogio e disse que aprendeu bastante com o "trabalho notável que fez em
nome do país" e a sua "enorme capacidade de liderança" nos últimos cinco
anos de trabalho conjunto, enquanto foi secretário de Estado do
Orçamento. "Juntos, preparámos e
executámos cinco orçamentos do Estado. Em conjunto, atingimos o primeiro
excedente orçamental em democracia, num quadro de criação de emprego e
de recuperação do rendimento das famílias", realçou.O
novo ministro manifestou-se empenhando em continuar a "gerir o país com
rigor", com "o mesmo espírito de compromisso e de responsabilidade para
com os portugueses"."Só assim conseguimos
ter recursos para garantir recuperação de rendimento para todos,
estabilidade, e num quadro de sustentabilidade e de responsabilidade
perante os portugueses. Não podemos dar passos maiores do que a perna.
Temos de gerir as contas com rigor para garantir estabilidade para
todos", defendeu.Quanto ao futuro,
assinalou que agora se colocam "novos desafios", e reforçou a mensagem
de que "o primeiro desafio é o de conseguir estabilizar o país, quer em
termos económicos, no apoio às empresas e à sua liquidez e ao
investimento, quer em termos sociais, na proteção do rendimento das
famílias".