João Afonso assume que representar o FC Porto é um sonho concretizado

Hoje 11:30 — Sofia Ganhão

O jovem que vai vestir a camisola número 50 dos “azuis e brancos”, entre a equipa B e a equipa principal, confessou ser um sonho realizado e um “orgulho enorme” representar o clube campeão nacional. “Isto significa muito para mim, é um orgulho enorme. O meu último jogo pelo Santa Clara foi no Estádio do Dragão, senti o ambiente criado pelos adeptos e pensei 'quem me dera jogar aqui também'. É muito diferente, o FC Porto é um clube com uma dimensão muito maior e é um orgulho representá-lo”, referiu em declarações ao FC Porto após ter oficializado a sua transferência, no Estádio do Dragão. Os “dragões” chegaram a um acordo com a SAD do Santa Clara num negócio que pode ascender aos 4 milhões de euros: 1,5 milhões de euros, mais 500 mil por objetivos. Este valor corresponde a 80 por cento do passe do jogador, sendo que os restantes 20 por cento poderão ser adquiridos pelo valor de dois milhões de euros.No âmbito do mecanismo de compensação, o Santa Clara terá de pagar uma verba de 20 mil euros ao São Roque pela transferência do jogador, visto que João Afonso fez parte da sua formação no clube.João Afonso, natural de Ponta Delgada, iniciou o seu percurso de formação no São Roque, tendo na temporada de 2022/23, com 14 anos, seguido para o Santa Clara. Ao longo de quatro épocas como guardião dos “encarnados”, o jovem realizou um total de 85 jogos entre os escalões de Sub-19 e Sub-23, equipa B e equipa principal, onde foi titular nos últimos dois jogos da temporada 2025/2026, frente ao Nacional e FC Porto, respetivamente.Na despedida ao clube açoriano, João Afonso deixou uma mensagem a todos os que o acompanharam no seu percurso profissional e de formação. “Aos 18 anos, tive o privilégio de representar o clube da minha terra… no maior palco do futebol português. Cresci aqui. O Santa Clara não me formou apenas como guarda-redes… formou-me como homem, como pessoa, como açoriano ainda mais orgulhoso das minhas raízes. Hoje chega o momento de seguir um novo caminho. Mas há ligações que o tempo, a distância ou o futebol nunca conseguem apagar”, revelou ao Santa Clara.