Joana Amaral Dias lança candidatura com ataques a Gouveia e Melo
Presidenciais
11 de jun. de 2025, 10:53
— Lusa/AO Online
Num
comício na Praça do Martim Moniz, em Lisboa, acompanhado por algumas
dezenas de pessoas, Joana Amaral Dias defendeu que o partido ADN, que
apoia a sua candidatura, é a “única força política em Portugal contra os
globalistas”.Isso é “fundamental quando o
grande bloco central está a desenhar-se no parlamento, uma espécie de
chapéu de três bicos com um terceiro vértice, chamado Gouveia e Melo.
Enfim, péssimas notícias para a democracia e para a liberdade”,
considerou. Para Joana Amaral Dias,
Henrique Gouveia e Melo “veio para proteger os protegidos” e é o
“expoente máximo do pior do sistema, suportado pelos falcões da guerra e
pela indústria das armas”.“Ele diz-se pró-vida, mas ele é o candidato pró-morte”, acusou. Sobre
as restantes candidaturas já anunciadas, de Luís Marques Mendes e de
António José Seguro, Joana Amaral Dias considerou que não “farão frente”
a Gouveia e Melo, porque estão “condicionados pela mesma agenda”.“Os
portugueses estão sem escolha, o país está bloqueado. Amigos,
compatriotas, todos os portugueses, não há outra poção. Impende sobre
mim o dever de dizer-vos hoje: sim, Portugal, sim, portugueses, sim,
aqui estou”, disse, anunciando que pretende construir uma alternativa
numa altura em que, considerou, o país está “cambaleante, aturdido,
desorientado, cabisbaixo, desnorteado, sem presente ou futuro”.“À
nossa volta sobram, sobejam demasiados políticos e governantes que
apenas ambicionam gerir a situação. Sem uma ideia, sem um rasgo, sem um
rumo para Portugal”, defendeu, acusando-os de estarem “muito bem
adaptados à economia de guerra, à submissão a Bruxelas, aos gangues
globalistas e aos colaboracionistas internos”.Joana
Amaral Dias disse que está preparada para “restaurar e resgatar
Portugal”, considerando que as eleições presidenciais vão ser uma
batalha política “em que se joga, nem mais nem menos, a pátria”.“Viver
ou morrer. Continuar ou desistir. Lutar ou claudicar. Estou assim
pronta, e totalmente dedicada, a esta que será a minha e a nossa
derradeira batalha”, disse, num palco improvisado, onde esvoaçava uma
bandeira de Portugal.Afirmando que o lema
da sua candidatura vai ser “pão, paz e liberdade” e a “independência e
soberania” são os “garantes desses desideratos”, Joana Amaral Dias disse
que a sua primeira prioridade vai ser a saúde e pretende lançar “um
amplo debate sobre a promoção da natalidade”.“Há que inverter rapidamente o inverno demográfico, esta pirâmide demográfica, a extinção dos portugueses”, defendeu.Joana
Amaral Dias disse ainda querer promover “uma auditoria às contas do
Estado, que permitam cortes de despesas supérfluas” e, caso seja eleita
Presidente da República, utilizar o seu magistério de influência para
“valorizar a portugalidade e a língua que transporta” o que chamou de
“base civilizacional” de Portugal.A
candidata defendeu ainda a necessidade de se desenvolver a ligação
ferroviária entre Portugal e o resto da Europa e prometeu “enfrentar os
três maiores lóbis do mundo”, que disse ser a indústria farmacêutica, a
“grande indústria alimentar” e a “grande indústria da saúde”.No
final do discurso, Joana Amaral Dias deixou um apelo a “todos os que
ainda não estão comprometidos com os três candidatos que já se
apresentaram” para que se juntem à sua candidatura, antecipando que, se
conseguir passar à segunda volta, vai ganhar as eleições.