Japão não vai enviar funcionários ministeriais aos Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim
24 de dez. de 2021, 08:38
— Lusa/AO Online
Seiko
Hashimoto, presidente do Comité Organizador do Tokyo-2020, irá aos
Jogos, tal como Yasuhiro Yamashita, presidente do Comité Olímpico
japonês, disse o porta-voz oficial do Japão, Hirokazu Matsuno.Hashimoto
irá a Pequim "para expressar gratidão e respeito pelos atletas e outros
que apoiaram os Jogos de Tóquio", realizados no Verão passado,
acrescentou.Contudo, o Japão "não tem
planos de enviar funcionários governamentais" para os Jogos Olímpicos de
Inverno na China, disse o porta-voz.A
posição de Tóquio surgiu após os Estados Unidos, Grã-Bretanha, Austrália
e Canadá terem anunciado um boicote diplomático aos Jogos de Inverno de
Pequim (04-20 de fevereiro de 2022) este mês para protestar contra as
violações dos direitos humanos na China.A
China avisou os quatro países ocidentais, que enviarão atletas para os
Jogos, mas sem funcionários, que pagariam "um preço" pela sua decisão.O
Japão, anfitrião dos Jogos Tóquio 2020 adiados por um ano devido ao
coronavírus, encontra-se numa posição diplomática delicada entre os
Estados Unidos e a China, dois grandes parceiros comerciais, e até agora
não tinha dado a conhecer a sua posição.A
Coreia do Sul, outro aliado dos EUA, anunciou no início da semana
passada que não boicotaria diplomaticamente os Jogos, citando a
necessidade de uma cooperação contínua com a China.O
Comité Olímpico Internacional (COI), por seu lado, invocou a sua
"neutralidade" na questão, recusando-se a comentar "decisões puramente
políticas" e congratulando-se com a ausência de um boicote desportivo.De
acordo com organizações de direitos humanos, pelo menos um milhão de
Uighurs e outras minorias, principalmente muçulmanos, estão encarcerados
em campos em Xinjiang. A China é acusada de esterilizar à força as
mulheres e de impor trabalhos forçados.