Itália regista novo recorde com mais de 15 mil novos casos diários
Covid-19
21 de out. de 2020, 17:24
— Lusa/AO Online
Trata-se de um
número de contágios diários que nunca tinha sido verificado em Itália
desde o início da crise da doença covid-19 no país, em 21 de fevereiro. Até à data, o valor máximo de novas infeções tinha sido verificado no sábado passado, com a contabilização de 10.925 casos.De
acordo com o Ministério da Saúde italiano, este novo valor máximo de
infeções também se verifica num dia em que foi batido um recorde de
testes de diagnósticos realizados, quase 178.000 nas últimas 24 horas.Em
termos totais, e desde o início da crise da doença covid-19 no país,
Itália contabiliza 449.648 casos de pessoas que ficaram infetadas pelo
novo coronavírus, segundo os dados fornecidos pelas autoridades
italianas.Com a contabilização de 127
novas vítimas mortais associadas à covid-19 nas últimas 24 horas, o
número total de mortes registadas no país desde fevereiro sobe para
36.832.Em termos dos casos positivos que
estão atualmente ativos em Itália, as autoridades apontam para 155.442,
enquanto o número de pessoas recuperadas da doença covid-19 situa-se nos
257.374.Segundo os dados relativos às
últimas 24 horas, a região do país mais afetada é a Lombardia (norte),
com 4.125 novos positivos, mais do dobro em comparação com o dia
anterior.A Campânia (sul), com 1.760 novos casos nas últimas 24 horas, é outras das zonas em destaque.Estas duas regiões vão aplicar um recolher obrigatório noturno a partir de quinta e sexta-feira, respetivamente.O
consultor do Ministério da Saúde italiano, Walter Ricciardi, admitiu
hoje, entretanto, que a pandemia já está “fora de controlo” em algumas
zonas metropolitanas do país, como é o caso de Milão (norte), Nápoles
(sul) e da capital Roma, e como tal, frisou o especialista, vão ser
necessárias medidas mais contundentes.“Algumas
áreas, como Milão, Nápoles e provavelmente Roma, já estão fora de
controlo do ponto de vista do controlo da pandemia, têm números
demasiado altos para serem travados com o método tradicional de testes e
rastreamento", disse o consultor durante uma conferência realizada numa
universidade italiana.Walter Ricciardi,
que integra a delegação italiana junto da Organização Mundial da Saúde
(OMS), assinalou que, e como demonstra a história, "quando não se
consegue conter um vírus, este deve ser mitigado”.Por isso, na opinião do especialista, é necessário “bloquear a mobilidade” das pessoas para reduzir as ocasiões de contágio.