Itália quer uso obrigatório de máscara e estado de emergência até janeiro de 2021
Covid-19
6 de out. de 2020, 12:08
— Lusa/AO Online
O
uso obrigatório de máscara, inclusive ao ar livre, e o maior controlo
de possíveis aglomerações de pessoas são as medidas que se somam às já
previstas em Itália depois que as infeções pelo novo coronavírus
dispararam nas últimas semanas no país, atingindo uma média de 2.600 por
dia.A medida de usar máscaras em todos os
momentos já havia isso aplicada em regiões como o Lácio, cuja capital é
Roma, Campânia, Basilicata e Calábria.No momento, outras medidas, como o encerramento antecipado do comércio e restaurantes, não estão a ser estudadas.O
ministro da Saúde italiano declarou ainda, durante uma intervenção na
Câmara dos Deputados, que estas medidas serão votadas na quarta-feira
através de um decreto do primeiro-ministro, após consulta aos
representantes das regiões.Além disso, os
controlos serão aumentados porque, segundo o ministro, “as aglomerações
são um risco real que não podemos permitir”, embora não tenha adiantou
se utilizará o exército a fazê-lo, conforme noticiado por alguns meios
de comunicação.Speranza explicou que "a
Itália, juntamente com a Alemanha, está melhor que o resto dos países
europeus e está a responder melhor à segunda vaga", mas advertiu que
“não se deve ter ilusões".“Seria
profundamente errado só porque lidamos com esse número de infeções
pensar que estamos fora. Seria um erro, um risco e uma avaliação
totalmente privada de fundamento”, esclareceu.O
ministro explicou que esta nova medida é aplicada porque “a Itália está
a passar por uma fase de progressivo crescimento dos números nas
últimas nove semanas”.Speranza acrescentou
que em comparação aos meses de março e abril, quando o vírus atingiu
principalmente as regiões do norte e ficou mais circunscrito, agora
“nesta segunda onda, a novidade é que o crescimento é generalizado e
atinge todos os territórios que haviam sido poupados na fase anterior".“Em
dois meses houve um grande aumento de casos: hoje são 3.487 internados e
temos 323 pessoas em cuidados intensivos. Esses números agora são
sustentáveis para o nosso sistema de saúde. É claro que diante dos dias
mais difíceis com 4.000 pessoas em cuidados intensivos, a situação é
administrável, mas não podemos deixar de ver a tendência, o vírus
circula”, destacou.Speranza explicou que,
além disso, na primeira fase a idade média dos casos era de 70 anos e
agora é de 41 anos, e mesmo neste caso a tendência não tranquiliza
porque em agosto a idade média da infeção era 31 anos.Ao
prorrogar o estado de emergência, que expira em 15 de outubro, e que
será debatido no Parlamento, Speranza argumentou que isso corresponde ao
estado em que se encontra o país.O ministro sublinhou ainda a necessidade de manter “as estruturas institucionais que se criaram nestes meses”.