Itália mantém restrições no Natal e aprova novo plano económico
Covid-19
30 de nov. de 2020, 11:03
— Lusa/AO Online
“É necessário comemorar o Ano
Novo? Celebramos em casa. Se decidimos que há recolher obrigatório,
então fica-se em casa independentemente do que houver. É preciso fazer
isso”, apontou Francesco Boccia, reiterando que não vai haver exceção ao
recolher obrigatório no Natal e Ano Novo, em entrevista ao canal de
televisão Rainews.Boccia explicou que se
encontra em fase de finalização o novo decreto que vai estabelecer o
regulamento anti contágio para o mês de dezembro e disse que
dificilmente as medidas vão ser relaxadas.“Acho
que ninguém quer uma terceira vaga e para evitá-la é preciso continuar
com rigor e distanciamento social. É difícil que haja relaxamento das
regras”, acrescentou.Sobre o plano de
ajuda, o quarto desde que a pandemia fechou a terceira maior economia da
zona euro em março, representa oito mil milhões de euros e permite
adiar o pagamento de impostos para empresas que atuam em áreas que
sofreram as medidas de contenção mais severas.O
Governo vai oferecer a quantia de 1.000 euros a pessoas que trabalham
nos setores de turismo, artes, desporto e lazer – e vai garantir fundos
para o setor de convenções.O plano inclui também aumentar a presença da polícia para garantir o cumprimento de medidas contra a covid-19.Em
entrevista publicada hoje no jornal La Stampa, o vice-ministro da
Saúde, Pierpaolo Sileri, anunciou também que no próximo decreto “os
movimentos entre regiões vão ser limitados” mesmo entre regiões na zona
amarela, ou seja, de risco moderado de contágio.“No
final de dezembro é provável que a maior parte das regiões esteja na
zona amarela e, nessa altura, os almoços de Natal com [casos] positivos
[de covid-19] na mesa seriam suficientes para voltar a viver um
massacre”, alertou.Sileri anunciou que será mantida a recomendação de um número limitado de convidados para as refeições nestes dias.“Eu
diria que seis [pessoas], apesar de não ser um número mágico. E que não
haja mais de seis convidados diferentes em cada refeição”, vincou.O
vice-ministro da Saúde reiterou que o recolher obrigatório vai
continuar às 22:00 e que vão abrir os restaurantes e bares, “mas depois
das férias de Natal”.“Neste momento
devemos continuar a fornecer oxigénio aos hospitais. Ainda há muitas
Unidades de Cuidados Intensivos e muitos quartos lotados. Por enquanto,
eu deixaria tudo congelado e em janeiro começaria a pensar em
flexibilizar as medidas para eles, mas também para teatros e cinemas”,
estimou.O primeiro-ministro, Giuseppe
Conte, deve reunir-se hoje com os líderes das 20 regiões do país para
discutir os feriados de fim de ano, já que os especialistas de saúde
alertam que as reuniões familiares no Natal podem desencadear uma
terceira vaga.