Itália estende medidas de confinamento até 13 de abril
Covid-19
1 de abr. de 2020, 10:49
— Lusa/AO Online
"A decisão do Governo é no sentido de estender
até 13 de abril todas as medidas para limitar as atividades e o
movimento das pessoas", explicou Speranza, durante uma intervenção no
senado italiano.Até agora, a Itália havia
decretado o isolamento e o encerramento de atividades não essenciais até
03 de abril, pelo que será necessário atualizar o decreto.O
ministro enfatizou que, neste momento, é necessário "não cometer erros"
ou cair no "otimismo fácil", porque "existe o risco de comprometer os
sacrifícios realizados até agora" e "os primeiros sinais positivos não
devem ser confundidos como um sinal de que o alarme cessou”."Os
especialistas dizem que estamos no caminho certo e que as medidas
drásticas estão a começar a dar frutos. Mas seria um erro imperdoável
confundir esse primeiro resultado com uma derrota definitiva da
covid-19. É uma batalha longa e não devemos baixar a guarda”, declarou
Speranza.O ministro da Saúde também alertou que "sem uma vacina, a covid-19 nunca será vencida"."Por um curto período, teremos de saber como gerir essa fase de transição e evitar a explosão de novos surtos", acrescentou."A
investigação científica será decisiva na nossa batalha para derrotar
este vírus", acrescentou, considerando que "investimentos estratégicos
em saúde serão o tema principal do reinício nacional".A
Itália registou 12.428 mortes e 105.792 infetados, sendo que o
Instituto Superior de Saúde garantiu que a curva atingiu o seu pico,
passando agora para uma fase plana que durará vários dias e, depois,
começará a descer.Speranza também apontou
que "este não é momento para divisões" e afirmou que "um clima político
unificado é a condição para manter o país unido num momento muito
difícil"."Nunca antes as antigas disputas
geopolíticas pareciam ultrapassadas. É hora da solidariedade, ninguém
está a salvo sozinho", declarou.Para esse
fim, o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, realizará hoje uma
reunião com líderes da oposição sobre decretos relacionados ao novo
coronavírus que devem ser aprovados no parlamento.