Itália bate Inglaterra nos penátis e é campeã 53 anos depois
Euro2020
11 de jul. de 2021, 22:13
— Lusa /AO Online
Pela segunda
vez, o campeão europeu foi encontrado na ‘lotaria’, 45 anos depois de
Antonín Panenka fazer história para a Checoslováquia, e os transalpinos
levaram a melhor, repetindo o que haviam feito face à Espanha nas
meias-finais.O
selecionador inglês, Gareth Southgate, o ‘réu’ das ‘meias’ do Europeu
de 1996, depois de um desempate por penáltis com a RFA em que só ele
falhou, também em Wembley, foi desta vez vítima das suas escolhas para
as grandes penalidades.Rashford
e Sancho foram apostas aos 120 minutos para bater os penáltis e ambos
falharam, tal como Saka, que entrou aos 71 e nada melhorou na equipa
inglesa. Mérito, nos remates de Sancho e Saka, para as defesas de
Donnarumma, eleito o melhor do Euro2020.Do
lado dos ingleses, Pickford - como o guarda-redes que se prepara para
trocar AC Milan por PSG - deteve dois pontapés, mas saiu sem nada, sendo
que também brilhou nos 120 minutos e foi muito azarado no tento dos
transalpinos.A
final acabou da pior maneira para os ingleses, que não conseguiram
‘trazer o futebol para casa’, mas não podia ter começado melhor, já que
Luke Shaw marcou, logo aos dois minutos, o golo mais rápido da história
das finais do Europeu.Depois
de uma primeira parte por baixo, os transalpinos começaram melhor a
segunda e depois de Pickford salvar perante Chiesa, aos 62 minutos,
Bonucci tornou-se o mais velho a faturar numa final, aos 67, na recarga a
nova defesa do guarda-redes inglês, para o poste, em resposta a um
cabeceamento de Verratti.As
duas equipas alternaram até final, prolongamento incluído, o domínio do
jogo, mas sem resultados práticos, impondo-se então os penáltis, com os
italianos a serem mais felizes, como na anterior conquista, no Mundial
de 2006, então vencendo a França por 5-3, em Berlim, também depois de
1-1 nos 120 minutos.Em
relação às meias-finais, a Inglaterra apresentou-se com apenas uma
alteração, a entrada de Trippier para o lugar de Saka, mas que implicou
também a mudança de sistema, de 4-2-3-1 para 3-4-3, enquanto a Itália
manteve o ‘onze’ e o 4-3-3.O
encontro começou, praticamente, com o golo dos anfitriões, não estavam
cumpridos dois minutos: Shaw começou a jogada na esquerda, colocando em
Kane, que lançou em profundidade Trippier, para este centrar da direita
para o segundo poste, onde apareceu, novamente, Shaw a concluir de
primeira, de pé esquerdo.O
golo empolgou os ingleses e perturbou os italianos, o que explica que,
nos minutos seguintes, Trippier tenha voltado a ter mais duas vezes
liberdade para centrar à vontade da direita, em duas jogadas anuladas
pela defesa transalpina.A
Itália recompôs-se e equilibrou o encontro, mas só conseguiu criar
perigo aos 35 minutos, numa jogada individual de Chiesa, que rompeu pelo
meio em força e atirou forte de pé esquerdo, fazendo a bola passar
muito perto do poste esquerdo.Na
resposta, Shaw trabalhou bem na esquerda, mas o seu cruzamento não teve
aproveitamento e, já nos descontos, Immobile e Verratti tiveram dois
remates quase seguidos, mas sem incomodarem Pickford.Os
transalpinos reentraram por cima e Insigne fez os dois primeiros
remates, aos 51 e 53 minutos, com Mancini a lançar, de seguida,
Cristante e Berardi, por Barella e Immobile.Um
livre de Shaw, para o cabeceamento por cima de Maguire, foi o primeiro
sinal ofensivo dos ingleses, aos 55 minutos, mas a Itália continuou
melhor, com Insigne a assustar, os 57, e Chiesa a proporcionar ‘enorme’
de defesa a Pickford, aos 62.Os
forasteiros acabaram por restabelecer mesmo a igualdade aos 67 minutos:
depois de um canto na direita e um desvio ao primeiro poste, Verratti,
ao segundo, cabeceou para grande defesa de Pickford, com a bola a bater
no poste direito e a sobrar para Bonucci marcar, sem dificuldades, de pé
esquerdo.A
Itália manteve-se por cima depois do golo e, aos 73 minutos, poderia
ter chegado ao segundo, por Berardi, que rematou de primeira,
antecipando-se a Pickford, um passe longo de Bonucci, mas não acertou no
‘alvo’.Na
parte final, a Inglaterra, entretanto com Saka e Henderson em vez de
Trippier e Rice, abandonando os três centrais, voltou a equilibrar, com
as duas equipas, com o passar dos minutos, a arriscar cada vez menos,
tornando inevitável o prolongamento.Mancini,
que já lançara Bernardeschi para o lugar do lesionado Chiesa, apostou
em Belotti e Locatelli (saíram Insigne e Verratti) para o tempo extra,
no qual o primeiro momento alto foi um remate de Phillips ao lado, aos
97 minutos.Pouco
depois, Southgate fez entrar Grealish, mas foi a Itália que teve a
melhor ocasião da primeira parte, com Emerson a centrar da esquerda,
Bernardeschi a falhar por pouco o desvio e Pickford a conseguir defender
com dificuldade.Na segunda, prevaleceram os ingleses, que assustaram num remate de Grealish e num centro de Kane ao qual Stones quase chegou.